Ervas 82–85 cm alt.
Folhas com lamina lanceolada, 80–82 × 2–2,5 cm, ápice agudo.
Inflorescências globosas; escapo 80–83 cm compr, espatas livres, 7,5–12,5 × 2–2,5 cm, deltoides, base cordada, ápice agudo; espiguetas sésseis ou com pedúnculo 3–5 mm compr., obovoides, bractéolas 3–5 mm compr., ápice agudo. Flores com sépalas ca. 10 × 4 mm; pétalas amplamente obovadas, ca. 2 cm compr.; filetes ca. 4 mm compr., face dorsal papilosa, ápice agudo, anteras ca. 1 mm compr., base lisa, ápice truncado; estilete acuminado, com máculas castanhas espaçadas.
Cápsulas ca. 5 mm compr., sementes elipsoides.
Endêmica do Brasil, distribui-se nos estados das Regiões Norte (Pará, Rondônia e Tocantins), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e Nordeste (Bahia, Maranhão e Piauí) (Praia 2017). D2 e E2/3: áreas de brejo em matas de galeria na região oeste do estado. Floresce e frutifica de outubro a novembro.
Para Praia et al. (2016), Rapatea pycnocephala difere das outras espécies do gênero pelas espatas decíduas na maturação. Entretanto, nos materiais examinados aqui, as espatas se apresentaram persistentes. As diferenças entre R. pycnocephala e R. paludosa são apresentadas nos comentários da outra espécie.
Fonte: SANTANA, F. A.; CARNEIRO-TORRES, D. S.; BARBOSA-SILVA, R. G.; GIULIETTI, A. M. & OLIVEIRA, R. P. de. Flora da Bahia: Rapateaceae. Sitientibus série Ciências Biológicas, v.17, 2017.