Rubiaceae – Oldenlandia corymbosa

Caracterização: Erva decumbente, 4.5−20 cm alt. Caule tetrangular, verde a vináceo, não lenticelados, hirsuto, entrenós 0.4−1.7 cm. Bainha estipular 0.2−0.3 × 0.25−0.1cm, fimbriada, 10−13 fimbrias, persistentes, externamente glabra, sem coléteres.

Folhas opostas cruzadas, séssil; lâmina 1.2−1.6 × 0.4−0.5 cm, elíptica a lanceolada, base cuneada a atenuada, ápice agudo a mucronado, margem inteira, membranácea, pilosa na face superior e glabra na face inferior, venação camptódroma a eucamptódroma, nervura principal proeminente na face inferior, 4−5 pares de nervuras secundárias inconspícuas, verde. Fascículo ou flor isolada, 0.7−1.2 × 0.3−0.6 cm, axilar ou terminal, séssil, 2−5 flores, 2 brácteas foliáceas, 1.5−6 × 2−4 mm, elíptica a lanceolada, verdes, pilosa na face superior e glabro na face inferior.

Flor pedicelada, 0.5−1.2 cm, glabra; botão floral 1−1.5 × 0.6−0.8 mm, oblongo, ápice agudo a semicircular, glabro. Cálice subulado, 1−2 × 0.5−0.9 mm, 4 lacínios, iguais entre si, verde, pubescente. Corola infundibuliforme, branca prefloração valvar, tubo 3−4 × 0.6−0.8 mm, ereto, cilíndrico, glabro externamente e internamente com um anel de tricomas próximo aos lobos, 4 lobos, 1−1.5 × 0.3−0.5 mm, triangulares, hirsuto externamente e glabro internamente. Estames 4, inclusos, presos a fauce; filetes 0.8−1 mm comp., glabros; anteras 1 mm, oblongas, azuladas, glabras. Hipanto 1 mm comp., oblongo, glabro. Ovário bilocular, pluriovular, placentação axial; estilete 0.6−1 mm comp., cilíndrico, glabro; estigma bilobado, papiloso.

Fruto seco, cápsula loculicida com 2−3 × 1.5−2 mm, subgloboso, deiscência apical, cálice persistente, verde quando imaturo, marrom quando maduro, glabro.

Semente piramidal, 0.02−1 × 0.01−0.08 mm, marrom, faveolada, lisas.

Distribuição geográfica: Oldelandia corymbosa tem distribuição Pantropical, no Brasil está representada em todas as regiões geográficas e nos domínios da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (Jung-Mendaçolli 2007; Flora do Brasil 2020 – em construção). Na Paraíba, não há registro da espécie em nenhum dos estudos taxonômicos ou florísticos realizados, sendo aqui referenciado como nova ocorrência para o estado.

Considerações: Fértil entre os meses de fevereiro e agosto, ocorrendo em solos arenosos e áreas perturbadas, demostrando que a espécie é resistente em períodos secos e ambientes antropizados. Características como inflorescência em fascículo, fruto capsular loculicida com deiscência apical e sementes piramidais a distingue de
Hexasepalum apiculata.

Fonte: QUARESMA, A. A. & PEREIRA, M. do S. Flora da Serra da Arara: Rubiaceae Juss. Pesquisa e Ensino em Ciências Exatas e da Natureza, 4: e1298, 2020.

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