Velloziaceae – Vellozia crinita

Plantas cespitosas. Caule ramificado, 8-40 x 1-1,8 cm.

Folhas trísticas; lâmina foliar arqueada, linear-lanceolada, 11-21 cm x 5-8 mm, glabra, margens e nervura central na face abaxial ciliadas, às vezes serreadas próximo ao ápice, os tricomas mais longos em direção à base; linha de abscisão presente, a lâmina cedo decídua e as bainhas foliares permanecendo inteiras.

Flor solitária; pedicelo 4-11,5 cm compr., esparsamente coberto de emergências glandulares em direção ao ápice. Hipanto 7-12 x 4-8 mm, globular, verde, às vezes verde-arroxeado, densamente coberto de emergências glandulares. Sépalas e pétalas oval-lanceoladas, roxas, raramente brancas; sépalas 3,2-5,3 x 0,8-1,3 cm, lisas exceto por
emergências glandulares sobre a nervura central na face abaxial; pétalas 3,2-5,3 x 1,1-1,5 cm, lisas. Corona ausente. Estames 18, filetes 7-9 mm compr., anteras 1,4-1,9 cm compr., amarelas, basifixas. Estilete 2,7-3,5 cm compr., alvacento, estigma trilobo-peltado, 3-4 mm diâm., amarelo.

Cápsula 12-13 x 6-8 mm, globular, loculicida, densamente coberta por emergências glandulares.

Sementes numerosas, castanho-escuras.

Além de Ibitipoca, Vellozia crinita ocorre ainda a 70 km nor-noroeste, nas serras do Lenheiro e de São José, em São João del Rei e Tiradentes. No parque, V. crinita pode ser diferenciada das outras duas espécies de Vellozia pelos caules ramificados e longos, cobertos por bainhas inteiras, e folhas e flores usualmente de menores dimensões.
Também pode ser diferenciada pelo androceu com 18 estames. Ocorre nos campos rupestres, geralmente, de maiores altitudes, normalmente em formações rochosas. É encontrada com flores e frutos de outubro a março.

Fonte: MONTSERRAT, L. & MELLO-SILVA, R. Velloziaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil. Bol. Bot. Univ. São Paulo, São Paulo, v.31, n.2, p.131-139, 2013.

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