Myrtaceae – Myrcia venulosa

Árvore até 7 m; ritidoma suberoso ou rugoso; râmulos achatados e cobertos por pubescência avermelhada.

Folhas com pecíolos 4-5 mm, pubescentes; lâminas 2,6-8,1 x (1,2)1,6-3,4(3,8) cm, ovais a oblongas, coriáceas, glabrescentes ou com pubescência laxa na face abaxial; base obtusa ou aguda e ápice agudo.

Panículas 2,6-9,7 cm, axilares e subterminais; botões 4-4,5 mm, obovados, glabrescentes; sépalas 1-2 mm, agudas, ciliadas, internamente pubescentes; hipanto prolongado acima do ovário; pétalas glabras e glandulosas.

Fruto ca. 6 mm larg.; cilíndrico, glabrescente.

Distribuição e fenologia: Ocorre desde o Distrito Federal e sul de Goiás até Minas Gerais e Santa Catarina (Legrand & Klein, 1969b); na área de estudo está restrita ao interior da mata de galeria. Floresce de dezembro a janeiro com frutos em fevereiro.

Comentários: Caracteriza-se por apresentar os râmulos cobertos por tricomas avermelhados e folhas jovens que, quando herborizadas, adquirem coloração marrom-avermelhada (adaxial) a amarelo-parda (abaxial), dando um aspecto contrastante. As panículas são paucifloras e com pedúnculos finos e muito delicados.

Sinonímia botânica: Myrcia castrensis

Fonte: ARANTES, A. A. & MONTEIRO, R. A família Myrtaceae na Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Rev. Lundiana, v.3, n.2, p.111-127, 2002.

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