Myrtaceae – Campomanesia velutina

Árvores até 8 m; tronco retilíneo; ritidoma rugoso, descamante, de cor marrom-escuro; râmulos achatados e sulcados, cobertos por tricomas hirsutos e esbranquiçados.

Folhas com pecíolos 4,5-8 mm; lâminas 3,2-9,9(14) x 1,3-4,2(5,4) cm, elípticas, obovadas ou oblongas; membranáceas a cartáceas; pilosas a glabrescentes na face abaxial com tricomas hirsutos, persistentes principalmente sobre as nervuras; glandulosas, discolores; base aguda; ápice agudo a acuminado.

Flores solitárias, axilares; pedúnculos 2,4-3,5 cm, pubérulos; botões 4-6,5 mm, obovados; sépalas tringulares a agudas, seríceo-tomentosas internamente, pubérulas externamente; pétalas 6-7,5 mm, obovadas, glabras, ciliadas.

Fruto 1,2 cm larg.; globoso, pubescente.

Distribuição e fenologia: Ocorre nos cerrados e matas desde o Maranhão, Minas Gerais, Goiás e até o Distrito Federal (Landrum, 1986). Na E.E. do Panga foi encontrada no interior das matas mesófilas semidecíduas. Flores em setembro e frutos de outubro a novembro.

Comentários: C. velutina é a única espécie do gênero que, na área de estudo, apresenta porte arbóreo e é exclusiva do interior das matas mesófilas. Morfologicamente, C. velutina distingue-se das demais por suas folhas grandes, cartáceo-membranáceas e cobertas por tricomas hirsutos dispostos principalmente sobre as nervuras foliares da face abaxial.

Fonte: ARANTES, A. A. & MONTEIRO, R. A família Myrtaceae na Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Rev. Lundiana, v.3, n.2, p.111-127, 2002.

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