Melastomataceae – Pterolepis cataphracta

Arbustos 60 cm alt.; ramos estrigosos, não glandulosos.

Folhas com pecíolo 1-3 mm compr.; lâmina 0,6-1,3 x 0,3-0,8 cm, ovada a elíptica, ápice agudo, margem crenada, ciliada, revoluta, base obtusa, coriácea, faces adaxial e abaxial estrigosas; nervuras 3, as laterais confluentes, basais. Dicásios terminais.

Flor 5-mera; pedicelo ca. 2 mm compr.; hipanto 2,2-4 x 3-4 mm, globoso, piloso, não glanduloso, tricomas ramificados 1-2,5 mm compr.; cálice persistente, lacínios 2,5-3,5 x 1,5-2 mm, triangulares, tricomas marginais, glandulosos; pétalas 5-5,5 x 4-5 mm, vermelhas, obovadas, margem glandular-ciliada, ápice arredondado; estames-10, subisomórficos; filetes 2-3,5 mm compr., glabros, anteras 2,5-3,8 mm compr., amarelas, subuladas, retas, conectivo 0,5-1 mm compr. com apêndice ventral 0,3-0,5 mm compr., bilobado; ovário 4 x 2,3 mm, 5-locular, ápice piloso, glanduloso; estilete 4,5-5 mm compr., glabro.

Cápsula 5-7 mm compr., globosa, imatura vinácea, castanha na maturação; sementes 0,4-0,5 mm compr.

Pterolepis cataphracta pode ser reconhecida por apresentar lâmina foliar discolor, coriácea, estrigosa em ambas as faces.

No Brasil, ocorre nas regiões Nordeste e Sudeste (Romero, 2012). Pterolepis cataphracta foi encontrada em áreas abertas de tabuleiro em Alagoas, sendo este o primeiro registro para o estado, não havendo registros para os demais estados da área de estudo.

Fonte: ARAÚJO, C. M. L. R. A tribo Melastomeae (Melastomataceae Juss.) na Mata Atlântica no Nordeste Oriental. 2013. Dissertação (Mestrado em Biologia Vegetal) – Programa de Pós‑Graduação em Biologia Vegetal, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2013.

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