Marcgraviaceae – Schwartzia brasiliensis

Arbustos escandentes, 6–25 m alt., terrestres; ramos lisos a levemente estriados.

Folhas com pecíolo ca. 1,5 cm compr.; lâmina 7–10 × 4–6 cm, obovada, coriácea, base obtusa a cuneada, ápice obtuso, com 3–6 pares de glândulas próximas da margem e 1 par de glândulas na base da lâmina.

Inflorescência com 40–83 flores; raque 21–32 cm compr. Nectários vináceos a roxos, 6–10 × 4–7 mm, inseridos no terço proximal do pedicelo, cocleariformes, abertura circular com borda levemente revoluta; pedicelo 3–6 mm compr. Flores com inserção pedicelo-flor reta; pedicelo 1,5–3 cm compr.; bractéolas ca. 1 × 1 mm compr., subpostas; sépalas 1–2 × ca. 1 mm, orbiculares, amarelo-esverdeadas; pétalas 4–6 × 3–5 mm, obovadas, púrpura a vináceas, ápice obtuso a levemente retuso; estames 14, ca. 1,5 mm compr., adnatos às pétalas, antera vinácea ou amarelada; pistilo ca. 1,5 mm compr.; ovário com 4 ou 5 lóculos.

Frutos 8–12 × 9–13 mm; epicarpo imaturo verde; sementes não observadas.

Endêmica do Brasil, ocorrendo das Regiões Nordeste a Sul, chegando ao Centro-Oeste (e.g., Reitz 1968; Peixoto 1985; Giraldo-Cañas & Fiaschi 2005; Souza 2012). B6, C9, E7, E8, F7, F8, F9, G8 e J8: campo rupestre, caatinga arbórea, florestas ombrófilas submontanas, florestas ciliares e restingas. Floresce de outubro a janeiro e frutifica de janeiro a março.

Fonte: TEIXEIRA, M. D. R.; FIASCHI, P. & AMORIM, A. M. Flora da Bahia: Marcgraviaceae. Sitientibus série Ciências Biológicas, v.13, 2013.

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