Erva submersa. Caule 30–80 cm.
Folhas 2–2,5 × ca. 0,2 cm, linear-lanceoladas, ápice bífido, margem inteira.
Inflorescência umbeliforme, 2–6 flores, pedicelos 4–6 cm compr.; brácteas ovais; sépalas 5–6 × 2,5–3 mm; pétalas 0,8–1 × 0,8–0,9 cm, obovadas, brancas; estames 2–4 mm compr.; filetes 0,5–1,5 mm compr., achatados; anteras 2–3 mm compr., obovóides, poros redondos a irregulares.
Cápsulas não vistas.
Na Serra dos Carajás, Mayaca longipes é única que foi observada em flor ainda submersa. Sua inflorescência umbeliforme é composta por 2 a 6 flores longo-pediceladas.
Além disso, suas flores possuem pétalas brancas, enquanto que nas demais as pétalas variam entre rosadas e lilases com face proximal branca, raramente totalmente brancas em M. kunthii. Também foi observado que M. longipes possui o filete dos estames curto e achatado, diferindo-a de M. fluviatilis e M. kunthii que apresentam estames com filetes filiformes e alongados.
Segundo Pellegrini et al. (2016), M. longipes, apresenta anteras deiscentes por um tubo apical, no entanto, tal característica não foi observada nas populações de Carajás – mesmo nos materiais frescos – apresentando poros redondos e regulares.
Espécie de ampla distribuição na América do Sul, ocorrendo desde as Guianas até a Bolívia (Carvalho 2007; Govaerts 2016). No Brasil, ocorre nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Tocantins, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo (Pellegrini et al. 2016).
Serra dos Carajás: Serra Norte: N4 e N5.
Sinonímia botânica: Mayaca longipes
Fonte: MOTA, N. F. de O. & KOCH, A. K. Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Mayacaceae. Rev. Rodriguésia, v.67, n.5 (Especial), p.1417-1422, 2016.