Erva submersa ou terrícola em locais brejosos. Caule 3–30 cm compr.
Folhas 0,3–1 × 0,1 cm, linear-lanceoladas a triangulares, ápice íntegro ou bífido, margem inteira.
Flores solitárias, pedicelos 0,3–0,5 cm compr.; brácteas ovais; sépalas 3–5 × 1–2 mm; pétalas 0,3–0,5 × 0,3–0,4 cm, obovadas, rosas a lilases distalmente e brancas na região proximal; estames 2–3 mm compr., filetes 1–2 mm compr., filiformes; anteras 0,3–0,8 mm compr., dolabriformes, poros bilobados no ápice.
Cápsula ovóide, 4–6 sementes globosas e negras, costa presente, cálice, estigma e estames persistentes ou não.
Mayaca fluviatilis é a espécie do gênero mais comumente encontrada nas Serras de Carajás. Pode ser confundida com M. kunthii principalmente pelo hábito que pode ser submerso ou terrícola e por apresentarem flores rosadas com região proximal branca. Entretanto, M. fluviatilis é a única entre as que ocorrem na área de estudo que presenta anteras dolabriformes. Um caráter anatômico comumente utilizado para diferenciar M. fluviatilis das demais espécies é o posicionamento dos quatro esporângios. Nesta espécie, os esporângios são dispostos verticalmente e, em seção transversal, dão a falsa impressão da antera ser biesporangiada (Carvalho et al. 2009).
Apresenta distribuição Neotropical, ocorrendo desde o Sudeste dos Estados Unidos, América Central, chegando até o noroeste da Argentina (Carvalho 2007; Govaerts 2016). No Brasil, encontra-se amplamente distribuída, ocorrendo nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Pellegrini et al. 2016). Serra dos Carajás: Serra Norte: N3, N4 e N5 e Serra Sul: S11A, S11B, S11D e Serra da Bocaina.
Fonte: MOTA, N. F. de O. & KOCH, A. K. Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Mayacaceae. Rev. Rodriguésia, v.67, n.5 (Especial), p.1417-1422, 2016.