Arbustos, subarbustos ou raramente ervas, 0,70-3,5 m alt. Ramos subcilíndricos.
Folhas pecíolo 0,5-2 cm compr., lâmina foliar hirsutas, lanceoladas, às vezes elípticas, ápice agudo, base obtusa, margem inteira, 2 pares de nervuras, tricomas estrigosos dendríticos adaxialmente e setosas abaxialmente.
Inflorescência tirsóide, dicásios reunidos em glomérulos. Flores 5-meras; hipanto urceolado e raramente campanulado, 4-5 mm diâm., totalmente tricomas maiores no ápice, verdes; sépalas 5, 3,2-4,8 mm compr., triangulares; pétalas 12,7-17,7×8,1-12,5 mm, obovadas, roxas, margens ciliadas, ápice truncado; estames iguais ou
subiguais, roxos, geralmente glabros, filetes 5,1-12,9 mm compr., anteras 7,1-12,5 mm compr.; pendoconectivos prolongados abaixo das tecas, glabros, biberculados; ovário 5-locular, 3,2-4,2 mm diâm., coberto na metade mais apical por tricomas brancos/translúcidos, sobrepostos, estilete 12,6-21 mm compr. roxos e glabros.
Frutos 5,8-6,6 mm diâm.
A espécie pode ser reconhecida por apresentar hipanto com tricomas mais alongados no ápice, se estendendo acima do limite do hipanto, para junto das sépalas, além disso sua folha apresenta tricomas dendríticos na face adaxial e setosos na face abaxial. Pleroma laevicaule é encontrada apenas no DF e no Goiás. Nos registros dos coletores foi frequentemente citado cerrado stricto sensu como ambiente. As altitudes registradas vão de 975 a 1120m.
Fonte: LOURENÇO, E. C. de O. As tribos Cambessedesieae, Marcetieae e Melastomateae (Melastomataceae) no Distrito Federal, Brasil. 115f. Dissertação (Mestrado em Botânica). Universidade de Brasília. Brasília-DF, 2022.