Árvores, 2-13 m alt. Ramos subcilíndricos, estrigoso dendrítico.
Folhas pecíolo de até 2 cm compr., lâmina foliar 3-10,5×1-3,6 cm elípticas, ápice agudo, raramente obtuso, base aguda, estrigosas, margem inteira, 1 par de nervuras, tricomas dendríticos.
Inflorescências tirsóides, flores pediceladas. Flores 5–meras; hipanto campanulado a oblongo, 5-6 mm de largura, tricomas dendríticos, verdes; sépalas 5, 5,2-6,6 mm compr., geralmente caducas; pétalas 25,3-38,5×18,6-27,6 mm, obovadas, ápice retuso, roxas ou fúcsia, margens ciliadas, patentes; estames 10, subiguais, filetes 6,3-17,6 mm compr., com tricomas glandulares, roxos, anteras 4,8-12 mm compr., roxas, conectivo com prolongamento arredondado coberto por tricomas glandulares robustos; ovário 5-locular ca. 4 mm diâm., tricomas setosos no ápice; estilete 24,2-27,1 mm compr. com tricomas setosos partindo do ápice do ovário se estendendo na base do estilete.
Frutos não vistos.
A espécie pode ser reconhecida pelo indumento formado por tricomas dendríticos no hipanto e nas folhas. Além do DF, a espécie tem ocorrências confirmadas nos estados da Bahia, Goiás e Minas Gerais. Coletores registram os ambientes mata de galeria, cerrado stricto sensu, mata ciliar, campo úmido e campo sujo, bem como altitudes que vão de 900 a 1025 m. Além disso, citam latossolo, solo arenoso e solo úmido argiloso.
Fonte: LOURENÇO, E. C. de O. As tribos Cambessedesieae, Marcetieae e Melastomateae (Melastomataceae) no Distrito Federal, Brasil. 115f. Dissertação (Mestrado em Botânica). Universidade de Brasília. Brasília-DF, 2022.