Marcgraviaceae – Marcgravia polyantha

Lianas ou hemiepífitas de até 20 m alt. Ramos lenticelados, dimorfos; ramos estéreis ascendentes com raízes adpressas ao substrato; ramos férteis pêndulos.

Folhas dos ramos férteis glabras a pubérulas no pecíolo e na base da nervura média, sésseis a subsésseis com pecíolo ca. 1 mm compr.; lâminas estreitamente elípticas, 2,5-7,0 cm compr., 0,8-2,5 cm larg., base simétrica ou levemente assimétrica, aguda a cuneada, ápice agudo a acuminado, margens planas a levemente revolutas principalmente na base, glândulas densamente dispostas paralelamente entre a nervura principal e a margem foliar. Folhas dos ramos estéreis não observadas.

Inflorescências pseudo-umbelas, multifloras, 1,2-2,0 cm compr.; nectários tubulosos, cilíndricos, sacciformes ou cuculiformes, 3-4 (7), 0,9-1,5 cm compr., verdes com ápice castanho, pedicelo ca. 1 cm compr.; bractéolas 2, opostas, 1-2 mm compr., 2,5-3,0 mm larg. Flores (25) 30-60; pedicelo 4,0-6,5 cm compr.; cálice com prefloração imbricada, sépalas 4, 1,5-2,5 mm compr., 3-4 mm larg., pétalas unidas formando uma caliptra ca. 1 cm compr., ca. 5 mm diâm., verde; estames conatos na base, 25-32, 4,5-8,0 mm compr., anteras oblongas; pistilo ca. 4 mm compr., falsamente 6-8-locular.

Cápsula globosa, verde, bractéolas e sépalas persistentes, 0,6-1,0 cm compr., 6-8 mm diâm.

Sementes turbinadas.

Marcgravia polyantha ocorre na Bahia e em todos os estados do Sul e Sudeste do Brasil, além da Bolívia e do Peru (Teixeira et al. 2013, Dressler 2014, Souza 2015), principalmente na borda de florestas ombrófilas úmidas, destacando-se florestas ciliares, podendo também apresentar hábito rupícola (Teixeira et al. 2013, Souza 2015). Na Serra do Cipó, foi encontrada em flor no mês de setembro, crescendo sobre rochas, próxima a rio.

Fonte: ANTAR, G. M. & SANO, P. T. Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Marcgraviaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo, São Paulo, v.34, p.21-25, 2016

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