Ervas ca. 50 cm alt. Caule cilíndrico ou levemente tetragonal, ramoso, estriado.
Folhas sésseis, lâmina 5–8 × 0,7 × 1,5 cm, lanceolada, membranácea, base atenuada, ápice agudo, margem plana, nervura mediana saliente na face abaxial impressa na adaxial, as secundárias levemente salientes em ambas as faces.
Inflorescências em racemos terminais ou axilares; bractéolas 2,5–3 mm compr., ovado-lanceoladas, lanceoladas, agudas no ápice. Flores pediceladas; pedicelo 0,5–0,1 mm compr., cálice 5–7 mm compr., coriáceo, carenado, lobos ovado-lanceolados, ápice agudo, margem hialina; corola alva 8–10 mm compr., tubo provido de 14–15 nervuras; lobos 5–6 mm compr., eretos, elípticos, ápice agudo; estames inclusos ou exsertos, anteras oblongas apiculadas; ovário 0,3–0,4 mm compr., elíptico, estilete 5–6 filiforme, estigma, bilamelado, lamelas 0,1–0,2 mm compr, elípticas, papilosas.
Cápsulas 7–8 mm compr., elípticas coriáceas, base e ápice agudos; sementes multiformes, menores que 1 mm diâm.
Espécie nativa da América do Sul, ocorrendo no Brasil em todas as regiões, com exceção da Sul.
Em Carajás pode ser encontrada em solos arenosos úmidos. Em Carajás foi coletada em ambientes antropizados mas não foi observada ainda nas cangas.
Fonte: GUIMARÃES, E. F.; SILVA, N. G. da & MENDES, T. dos S. Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Gentianaceae. Rev. Rodriguésia, v.69, n.3, p.1125-1133, 2018.