Liana, látex branco. Ramos levemente estriados, glabros, castanho-vináceos.
Folhas 3-8 × 2-4,5 cm, cartáceas, ovais, ápice mucronado, base peltada, margem inteira, levemente revoluta, face adaxial glabra, a abaxial esparsamente tomentosa; pecíolo 1-3 cm compr.; Brácteas 1-2 mm compr., lanceoladas, ápice agudo, glabras a pubérulas.
Flores actinomorfas, 1,4-2,8 cm compr. Lacínias do cálice ca. 2 mm compr., ovais, ápice agudo, glabras. Tubo da corola dilatado na inserção dos estames, 0,8-1,2 cm compr., violáceo; lobos 1,5-2,3 × 0,4-0,6 cm, oblíquo-obovados, ápice obtuso a arredondado, violáceos a magenta. Anteras ca. 3 mm compr., lineares, ápice apiculado. Nectários oblongos. Ovário ca. 1 mm compr., ovóide, placentação marginal; estilete desenvolvido, espesso no ápice, 3,5-4,5 mm compr.; cabeça do estilete até 1 mm compr.
Fruto 6,5-12 cm compr.; sementes elípticas.
Stipecoma peltigera é facilmente reconhecida pelas folhas peltadas e ovais. Além disso, distingui-se das demais espécies de Apocynaceae do Parque pela ausência de coléteres nas folhas, nós e cálice.
Restrita ao Brasil, pode ser encontrada nos estados que fazem parte da Serra do Espinhaço (BA, MG) e também na Região Centro-Oeste (GO), tanto em campos rupestres como em cerrados. É comum no Parque, aparecendo preferencialmente sobre rochas ou sobre outras plantas em ambientes abertos. Foi coletada com flores durante todo o ano e com frutos entre julho e dezembro.
Fonte: WATANABE, M. T. C.; ROQUE, N. & RAPINI, A. Apocynaceae sensu strictum no Parque Municipal de Mucugê, Bahia, Brasil, incluindo a publicação válida de dois nomes em Mandevilla Lindl. Rev. Iheringia, Sér. Bot., Porto Alegre, v.64, n.1, p.63-75, 2009.