Subarbustos 20–60 cm alt., eretos ou subdecumbentes. Ramos fractiflexos, puberulentos a glabros juntamente com pecíolo, raque, pedicelo, bractéolas e face externa das sépalas. Estípulas 2–4,2 × 0,5–1,3 mm, ovais ou oval-lanceoladas, ápice acuminado, base obtusa, verdes, glabras, nervuras proeminentes externamente, persistentes.
Folhas 2,7–7 cm compr.; pecíolo 2,5–7 mm compr.; raque 1,8–5,5 cm compr.; folíolos 6–16 pares, 5–15 × 1,2–2,3 mm, lineares, oblanceolados ou oblongos, ápice obtuso apiculado, base oblíqua, ascendentes, ligeiramente puberulentos em ambas as faces, tênue cartáceos, concolores, verde-claros, venação palmada. Nectários 1, sésseis a subsésseis, pateliforme. Fascículos 2–3 flores ou reduzido a uma única flor, axilares. Brácteas 1,5–2 mm compr., ovais. Botões ovais, ápice acuminado.
Flores 1,5–2,5 cm compr.; pedicelo 0,8–1,2 cm compr.; bractéolas 1–2 × 0,7–1,5 mm, ovais, ápice acuminado, persistentes; sépalas 8–14 × 3–5 mm, oblonga-elípticas, oblongo-lanceoladas, ápice acuminado, verde-vináceas; pétalas 1–1,5 × 0,5–1 cm, obovais, oblongo-obovais, amarelo-claras; estames 5, 5–9 mm compr.; ovário ca. 5 mm compr., oblongoide, velutino; estilete 5–7 mm compr.
Legumes 2,1– 4 × 0,4–0,5 cm, linear-oblongos, glabros, castanho-claros.
Sementes não vistas.
Ocorre no Paraguai, Colômbia e no Brasil (Distrito Federal, Goiás, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais) em campos e cerrado sensu stricto, principalmente em solos arenosos, entre 680–1200 m de altitude (Irwin & Barneby 1982, Souza & Bortoluzzi 2015).
Foi encontrada crescendo em cerrado sensu stricto sobre solos argilo-arenosos e meio a vegetação de baixo porte. Floresceu de janeiro a março e frutificou de fevereiro a março. Chamaecrista parvistipula relaciona-se morfologicamente com C. flexuosa como já discutido nos comentários desta última.
Fonte: SOUZA, A. O. de & SILVA, M. J. da. Estudo taxonômico do gênero Chamaecrista Moench. (Caesalpinioideae, Leguminosae) na Floresta Nacional de Silvânia, Goiás, Brasil. Rev. Iheringia, Sér. Bot., Porto Alegre, v.70, n.1, p.73-88, 2015.