Arbustos 1,5–2,2 m alt., eretos. Ramos retos, glabros e cerosos juntamente com pecíolo, raque e eixo da inflorescência. Estípulas caducas.
Folhas 5–10 cm compr.; pecíolo 3–5,5 cm compr.; raque 2–3,5 cm compr.; folíolos 2 pares, raramente 1 par, 3–6,7 × 3–7 cm, orbiculares, suborbiculares a largamente ovais, ápice arredondado a obtuso, às vezes emarginado, base oblíqua, divaricados, glabros em ambas as faces, margem plana e glabra, coriáceos, concolores, verde-opaco a verde-escuro, venação broquidódroma. Nectários ausentes. Panículas 38–75 cm compr., terminais, laxas e piramidais. Brácteas 2–3 mm compr., lanceoladas. Botões globosos a elípticos, ápice obtuso.
Flores 2,7–5 cm compr.; pedicelo 1,2–3 cm compr., setuloso-viscoso; bractéolas 1,5–2,2 × 0,5–1 mm, oval-lanceoladas, ápice agudo, setuloso-viscosas, tardiamente caducas; sépalas 1–15 × 5–7 mm, oblongas ou oblongo-ovais, ápice obtuso, verde-amareladas; pétalas 18–25 × 10–20 mm, obovais a largamente obovais, glabras, amarelo-ouro; estames 10, 5–8 mm compr.; ovário 4,9–5 mm compr., oblongoide, setoso-viscoso; estilete 6–8 mm compr.
Legumes e sementes não vistos.
Táxon restrito ao território brasileiro comum nas terras altas do centro-norte do país (Distrito Federal, Goiás e Tocantins), crescendo no Cerrado sensu lato, usualmente em áreas abertas (Irwin & Barneby 1982, Souza & Bortoluzzi 2015). Na área estudada foi encontrado em áreas abertas do cerrado sensu stricto.
Floresce e frutifica de maio a julho.
Fonte: SOUZA, A. O. de & SILVA, M. J. da. Estudo taxonômico do gênero Chamaecrista Moench. (Caesalpinioideae, Leguminosae) na Floresta Nacional de Silvânia, Goiás, Brasil. Rev. Iheringia, Sér. Bot., Porto Alegre, v.70, n.1, p.73-88, 2015.