Acanthaceae – Ruellia epallocaulos

Arbusto 25-50 cm alt., ramos glabros.

Folhas pecioladas 5-20 mm compr., lâmina com tricomas tectores nas nervuras e tricomas glandulares sésseis em ambas as faces, 3,1-10,5 × 1-5 cm, ovada, ápice agudo, base cuneada, obtusa, margem repanda.

Flores geralmente sésseis, bractéolas 3-4 × 1-2 mm, lanceoladas. Cálice 10-16 mm compr., segmentos, o maior 9-14 mm compr., quatro menores 6-11 mm compr., lanceolados, ápice arredondado, curtamente ciliados com tricomas tectores e glandulares sésseis. Corola lilás, infundibuliforme, externamente pubescente com tricomas tectores, 35-44 mm compr., tubo 17-22 mm compr., fauce 12-14 mm compr., lobos 6-8 × 5-9 mm, ápice retuso. Antera ca. 2 mm compr. Ovário ca. 2 mm compr. com tricomas glandulares pedunculados.

Cápsula 14-16 mm compr., claviforme, estipitada ca. 6 mm compr., glabra.

Sementes 8-9, suborbiculares.

Etimologia: Do latim epallocaulos refere-se ao caule longo da espécie.

Distribuição Geográfica: Brasil: Paraná (Fig. 16). Argentina. Paraguai.

Hábitat: Floresta ombrófila densa. Segundo Ezcurra (1993), esta espécie pode ocorrer à sombra das matas de galeria, geralmente em locais úmidos e próximos aos cursos de água.

Floração e fruticação: ocorrem entre agosto e fevereiro.

Fonte: SILVA, M. G. da. Estudo Taxonômico da Subtribo Ruelliinae Nees (Acanthaceae) no Estado do Paraná, Brasil. 76f. Dissertação (Mestrado em Botânica). Universidade Federal do Paraná. Curitiba-PR, 2011.

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