Árvores, 2–30 m alt. Ramos fissurado-lenticelados, pubescentes.
Folhas compostas, imparipinadas, 7–9-folioladas; pecíolo 4,5–5,5 cm compr., cilíndrico, pubescente; raque foliar 4,5–6,8 cm compr.; peciólulos 3–9 mm compr., o terminal 10–20 mm compr.; folíolos 4–11 × 1,1–4,8 cm, verdes, discolores, opostos, oblongos a estreito-elípticos, base oblíqua, cuneada, atenuada até levemente decorrente, ápice acuminado, adaxialmente glabros, abaxialmente glabrescentes (esparso-pubescentes próximo à nervura central).
Inflorescência estaminada paniculada, 6–17,5 cm compr., pubescente; pedúnculo 1–1,5 cm compr.; brácteas 1–2 × 0,7–0,9 mm, triangulares; bractéolas 0,4–0,5 × 0,2–0,3 mm, lanceoladas. Flores com pedicelo 0,8–1 mm compr.; sépalas 0,5–0,8 × 0,4–0,5 mm, verdes, ovadas, ápice agudo a arredondado, adaxialmente esparso-seríceas a esparso-pubescentes, abaxialmente glabras; pétalas 1,8–2 × 1–1,2 mm, cremes, ovadas, ápice arredondado, glabras; estames 10, filetes 1–1,2 mm compr., anteras 0,3–0,5 mm compr., glabras; pistilódio ca. 0,7 mm compr., medialmente constrito, pubescente, estigma rudimentar 3–4-lobado; ovário 1,1–1,3 mm compr., subesférico, esparso-seríceo; estigmas 5, subsésseis.
Drupas não observadas.
Espécie Neotropical, distribuída da Costa Rica ao Paraguai (Mitchell 1995). No Brasil ocorre em todos os estados, exceto no Rio Grande do Sul (BFG 2015). Na Serra dos Carajás ocorre na Serra Norte: N4, Serra Sul: S11D, em canga e mata baixa sobre canga.
Fonte: HALL, C. F. & GIL, A. dos S. B. Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Anacardiaceae. Rev. Rodriguésia, v.68, n.3 (Especial), p.911-916, 2017.