Árvore 9-10 m alt., com ramos quadrangulares, glabros. Estípulas triangulares, 12-21 mm compr., glabras.
Folhas elípticas, ápice obtuso a acuminado, base cuneada, 6,9-18,6×2,5-8,3 cm, cartáceas, face adaxial glabra, face abaxial glabrescentes, 10-13 pares de nervuras secundárias; pecíolos 0,8-1,9 cm de compr., glabros.
Inflorescência em tirsos terminais, pedúnculos ca. 3,0 cm de compr. Flores bissexuais, 4-meras, sésseis; hipanto 1-2 mm de compr., glabro; cálice cupuliforme, 1-2 mm de compr., glabro; lobos triangulares, curtos, ca. 1 mm de compr; corola hipocrateriforme, ca. 3 mm de compr; tubo cilíndrico, ca. 2 mm de compr., glabro; lacínios ovados, ca. 2 mm de compr. Estames exsertos; filetes 1-2 mm compr. com tufo de pêlos na base; anteras ca. 1-2 mm de compr. Estilete exserto, 5-5,3 mm de compr., glabro.
Cápsulas elípticas 3-4×2-2,5 mm de compr., glabras. Sementes muitas em cada lóculo.
No Brasil, distribui-se nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. No PARNA do Itatiaia, ocorre até 1100 m alt., no interior de mata. No levantamento fitossociológico apenas um indivíduo foi amostrado. Coleção frutífera foi feita em dezembro. Os ramos quadrangulares, as estípulas grandes e triangulares e as inflorescências em tirsos são caracteres que auxiliam no reconhecimento das espécies de Bathysa em campo. Esta espécie assemelha-se morfologicamente com B. australis, porém, é distinta desta e das demais espécies de Bathysa, encontradas no Itatiaia, pela corola sempre 4-meras e pelos filetes pilosos na base.
Fonte: SILVA NETO, S. J. da & PEIXOTO, A. L. Rubiaceae do Parque Nacional do Itatiaia, Rio de Janeiro, Brasil. Itatiaia: Parque Nacional do Itatiaia, (Boletim, n. 14), 2012.