Thymelaeaceae – Daphnopsis utilis

Arbustos a árvores 1-7m; ramos não dicotômicos, castanho-escuros, glabros, gema apical glabra.

Pecíolo (2-)3-4(-6)mm, glabro; lâmina papirácea a coriácea, 2-8(-12,5)×0,3-2,7cm, oblanceolada, raramente elíptica, ápice agudo a obtuso-arredondado, base atenuada, glabras, 10-15 nervuras secundárias de cada lado.

Inflorescência racemo a racemo subumbelado, axilar ou ramiflora, glabra, 2-5-flora, 0,5-1cm. Flor masculina com hipanto membranáceo, 1,5-2,5×1-1,5mm, externamente glabro, muito raramente curto-piloso, internamente viloso; sépalas iguais ou maiores que o hipanto; escamas petalóides ausentes; estames exsertos, filetes 0,7-2mm; disco 4-5-lobado até a base; pistilódio piloso; flor feminina com hipanto membranáceo, 1,5-2×1-1,5mm, externamente glabro, internamente viloso; escamas petalóides ausentes; estaminódios 8, às vezes desiguais; disco 4-5-lobado até a base ou anular; ovário elipsóide, glabro, ou com poucos tricomas esparsos.

Baga ca. 5×3mm, ovóide, amarelada quando madura, glabra.

Espécie com distribuição restrita ao Brasil, ocorrendo na Bahia e do Distrito Federal até São Paulo. C5, D3, D4, D5, D6, D7, E5, E7: em cerradões e matas ciliares próximas a cerrados. Coletada com flores de novembro a abril, principalmente em fevereiro, e com frutos apenas em abril. Tóxica para o gado.

Fonte: ROSSI, L. Thymelaeaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v. 4, p.343-350, 2005.

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