Thymelaeaceae – Daphnopsis schwackeana

Arbustos a árvores 2-10m; ramos não dicotômicos, glabros, castanho-claros, gema apical glabra.

Pecíolo 6-10mm, glabro; lâmina membranácea, 9,5-25(-30)×2-8(-12)cm, oblanceolada a oboval, às vezes um pouco assimétrica, ápice agudo, levemente acuminado, base cuneada, quando seca brilhante na face abaxial, castanho-avermelhada, 18-30(36) nervuras secundárias de cada lado da folha, regularmente espaçadas.

Inflorescência racemosa com ápice umbelado, ou subumbelada, axilar nos ramos jovens ou ramiflora, glabra a esparsamente pilosa, 4-20-flora, 1,5-2cm. Flor masculina com hipanto membranáceo, 1,5-3×1,5-2,5mm, externamente glabro ou esparsamente piloso, internamente glabro ou piloso; sépalas maiores que a metade do hipanto; escamas petalóides ausentes; estames exsertos, filetes 0,2-0,7mm; disco profunda e irregularmente lobado; pistilódio linear ou fusiforme, glabro ou esparsamente piloso; flor feminina com hipanto membranáceo, 1-2×1-1,4mm, externa e internamente glabro ou esparso-piloso; escamas petalóides ausentes; estaminódios 0-2; disco irregularmente lobado; ovário elipsóide, glabro.

Baga 7-10×5-7mm, elipsóide, alvo-translúcida, glabra.

Espécie brasileira com distribuição restrita, ocorrendo no Rio de Janeiro e São Paulo. D9, E6, E7, E8, E9, F6: no interior das matas de encosta litorâneas, desde altitudes de 50m até o alto da Serra do Mar, penetrando pelo planalto, porém não atingindo as matas mais secas do interior. Coletada com flores de junho a novembro, principalmente em agosto, e com frutos de agosto a janeiro.

Fonte: ROSSI, L. Thymelaeaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v. 4, p.343-350, 2005.

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