Thymelaeaceae – Daphnopsis racemosa

Arbustos a árvores 1-7m; ramificação não dicotômica, ramos glabros, pardos, gema apical glabra.

Pecíolo 1-2mm, raramente até 18mm, glabro; lâmina cartácea ou coriácea, (2-)3-14(-18)×1-4,5(-5)cm, espatulada, oboval a oboval-lanceolada ou oboval-elíptica, ápice obtuso a arredondado ou agudo, base arredondada até cordada, raro cuneada, glabra, (9)10-12(16) nervuras secundárias de cada lado.

Inflorescência racemo laxo, às vezes subumbelado ou espiciforme, axilar ou ramifloro, glabra a esparso-pilosa, (4-)6-19-flora, 1,5-10cm. Flor masculina com hipanto membranáceo, 3,5-4,5×1,5-2,5mm, externamente glabro ou piloso, internamente viloso; sépalas menores que a metade do hipanto; escamas petalóides ausentes; estames sésseis a subsésseis, filetes 0-1,5mm; disco 3-5-8-lobado até a metade; pistilódio glabro ou piloso; flor feminina com hipanto membranáceo, 1,2-2,5×0,9-1mm, externamente glabro ou com tricomas esparsos, internamente glabro; escamas petalóides ausentes; estaminódios 0-4-8; disco 4-8-lobado; ovário elipsóide, glabro.

Baga 5-6×3-4mm, ovóide, alva, glabra.

Distribuição ampla no Brasil, ocorrendo desde as regiões Nordeste e Centro-Oeste até o Rio Grande do Sul; ocorre também no Paraguai e Argentina. C4, C5, D3, D5, D6, E7, F4, F6, F7, G6: em matas de galeria, cerrados, restingas e capões de mata de altitude. Coletada com flores de julho a novembro e com frutos em setembro e outubro.

Fonte: ROSSI, L. Thymelaeaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v. 4, p.343-350, 2005.

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