Arbustos a árvores 1-6(-9)m; ramificação não dicotômica, ramos jovens castanho-claros, tomentosos a glabrescentes, gema apical densamente tomentosa.
Pecíolo (3-)5-6(-10)mm, tomentoso a glabrescente; lâmina cartácea, (3,5-)7-27×(1-)1,5-4(-6)cm, oblanceolada a elíptica, ápice agudo a acuminado ou arredondado, base cuneada, raramente arredondada, glabra na face adaxial, tomentosa a glabra na face abaxial, nervuras secundárias (15-)17-22(-26) de cada lado.
Inflorescência umbeliforme a raramente racemiforme, axilar nos ramos com folhas ou ramiflora, tomentosa, 4-15(-26)-flora, 1-3,5cm. Flor masculina com hipanto membranáceo, 1-2×1,5-2,3mm, externamente tomentoso a piloso, tricomas crespos, internamente viloso; sépalas iguais ou maiores que o hipanto; escamas petalóides ausentes; estames exsertos, filetes 1-2,5mm; disco lobado; pistilódio piloso; flor feminina com hipanto membranáceo, 1,5-2×1,3-2mm, externamente tomentoso, tricomas crespos, internamente glabro; escamas petalóides e estaminódios ausentes; disco lobado; ovário ovóide, tomentoso.
Baga 6-10×3-6mm, ovóide, vermelho-vivo a alaranjada, esparsamente pilosa.
Distribui-se principalmente no Sudeste e Sul do Brasil. D6, D8, E7, E8, E9: na borda da mata pluvial e em capoeiras, não ocorrendo nas matas mesófilas do interior do Estado. Coletada com flores e com frutos durante o ano todo, predominantemente entre agosto e outubro. É suspeita de ser tóxica para o gado.
Fonte: ROSSI, L. Thymelaeaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v. 4, p.343-350, 2005.