Arbustos a árvores 1,6-12m; ramos não dicotômicos, glabros a glabrescentes, pardacentos ou castanhos, gema apical glabra.
Pecíolo 5-20(30)mm, glabro; lâmina coriácea, 6-19×1,5-6cm, oblanceolada ou oboval, ápice agudo, obtuso ou arredondado, base atenuada, glabra, castanho-clara, opaca, nervuras secundárias 11-18 de cada lado.
Inflorescência em racemo laxo, inicialmente umbeliforme, axilar nos ramos jovens, menos freqüentemente ramifloro, glabro a esparsamente piloso, (4)6-25-flora, 1-6cm. Flor masculina com hipanto coriáceo, 3-5,5×2,5-3,5mm, externamente glabro; sépalas maiores que a metade do hipanto mas sem ultrapassá-lo; escamas petalóides ausentes; estames exsertos, filetes 0,2-0,7mm; disco moderada a profundamente 4-8-lobado; pistilódio viloso; flor feminina com hipanto coriáceo, 2-3×2,5mm, face externa esparsamente pilosa, internamente glabro ou viloso; escamas petalóides ausentes; estaminódios 0-4-8; disco lobado; ovário ovóide ou obovóide, glabro ou piloso.
Baga 1,2-1,7×1-1,5cm, globosa a oblongo-elipsóide, branco-esverdeada, glabra (Rossi et al. 1692).
Espécie encontrada no Sudeste e Sul do Brasil (em Minas Gerais e do Rio de Janeiro a Santa Catarina). D8, E8, D9: matas de altitude, pouco comum. Coletada com flores em junho e agosto. A fibra é resistente e pode ser usada como embira.
Fonte: ROSSI, L. Thymelaeaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v. 4, p.343-350, 2005.