Polypodiaceae – Moranopteris achilleifolia

Plantas epífitas. Caule horizontal, curto-reptante, ca. 0,1 cm diâm., com escamas em um tufo aglomerado no ápice do caule, 1,5-2,0 × 0,3-0,4 mm, amareladas, lanceoladas, base truncada ou levemente cordada, ápice atenuado, margens geralmente inteiras.

Frondes eretas a levemente arqueadas, crescimento determinado, 5,0-11,5 × 1,9-2,6 cm; pecíolo curto, 0,5-1,0 cm compr., castanho, não alado; lâmina pinatissecta, às vezes pinada na base, estreitando-se gradativamente para a base e para o ápice, cartácea; costa visível e levemente esclerificada abaxialmente, não visível e imersa no tecido laminar adaxialmente; segmentos geralmente ascendentes, formando um ângulo de 30°-60° com a costa, 16-27 pares, espaçados, alternos, não gibosos, simétricos, 10,0-14,0 mm × 2,0-3,0 mm, lineares, pinatissectos, levemente decorrentes na base, ápice arrredondado, margens planas ou levemente revolutas, sem uma camada de células hialinas; nervuras pinadas, não visíveis, imersas no tecido laminar, vários hidatódios por segmento, elípticos ou arredondados; indumento presente formado de setas castanho-avermelhadas, 0,6-1,0 mm compr., sobre o pecíolo, raque e o tecido laminar (em ambas as superfícies da lâmina) e tricomas hialinos, levemente castanho-avermelhados, geralmente ramificados, ca. 0,2 mm compr., sobre a costa, nervuras e o tecido laminar (principalmente abaxialmente). Soros arredondados ou elípticos, 1,1-1,5 mm diâm., localizados no ápice das nervuras.

Distribuição geográfica: Endêmica do leste do Brasil – Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Micropolypodium achilleifolium pode ser facilmente reconhecido por apresentar crescimento determinado, pela lâmina pinatissecta, revestida por setas, castanho-avermelhadas, distribuídas por todo o tecido laminar em ambas as superfícies da lâmina, bem como pelas escamas do caule amareladas, com margens geralmente inteiras.

Esta espécie não foi encontrada recentemente na área do PEFI, muito provavelmente ela não ocorre mais na área do Parque, uma vez que é uma espécie sensível à poluição urbana.

Sinonímia botânica: Micropolypodium achilleifolium

Fonte: PRADO, J.; HIRAI, R. Y. & SCHWARTSBURD, P. B. Criptógamos do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo, SP. Pteridophyta: 9. Grammitidaceae e 16. Polypodiaceae. Rev. Hoehnea, v.37, n.3, p.445-460, 1 fig., 2010.

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