Erva solitária ou cespitosa formando pequenas touceiras, perene, base dilatada, mucilagem hialina ausente. Rizoma horizontal com entrenós curtos.
Folhas 28,8–56,5 cm compr., espiraladas, eretas, torcidas; bainha 4,6–12,5 × 0,81–1,15 cm, abruptamente dilatada na base, castanho-fulgente, lisa, margem hialina, tricomas longos na base; lâmina 24–43 × 0,04–0,06 cm, filiforme, verde, lisa, margem glabra, ápice agudo. Lígula presente. Espata 11,2–17,7 × 0,17–0,2 cm, castanho clara, carena ausente, margem glabra, lâmina presente, Pedúnculo 38–88,7 × 0,06–0,12 cm, cilíndrico, verde a castanho, liso, sem costelas. Espiga 6,7–9,8 × 5,1–7,1 mm., elipsoide a globosa; brácteas castanhas, carena ausente, nervura central conspícua, mácula ausente, margem inteira, concolor, glabra; brácteas estéreis ca. 14, oblongas; brácteas florais ca. 18, obovadas.
Flores com sépala anterior membranácea, avermelhada; sépalas laterais 5,1–6,8 mm compr., exsertas, estreito-oblongas, inequilatarais, ápice obtuso, carena alargada para o ápice, lacerado-fimbriada, porção superior avermelhada; lobo das pétalas 4,4 × 2,4 mm, oblongo a elíptico, margem erosa; estaminódios 1,4–2 mm compr., densamente pilosos por todo ramo; estames 2,3–2,7 mm compr., anteras oblongas; estilete 5,1–7 mm compr., ramos 2,2–2,3 mm compr.; placentação basal.
Cápsula ca. 4 × 1,7 mm, elipsoide.
Sementes ca. 0,8 × 0,3 mm, castanho-escuras, translúcidas, fusiformes a lanceoladas, estriadas, ápice apiculado.
Distribuição e hábitat: era considerada endêmica do estado de São Paulo (Wanderley 2003), sendo um novo registro para o Paraná, onde é encontrada apenas na região dos Campos Gerais e com registros em apenas duas localidades. Ocorre em encostas constantemente úmidas com solo exposto.
Fenologia: é encontrada com flores de julho ao início de setembro.
Notas taxonômicas: um dos fatores que pode influenciar na baixa amostragem desta espécie é o fato dela florir no inverno, período este, que geralmente possui uma menor amostragem. Dentre as espécies que ocorrem no Paraná é similar morfologicamente a Xyris stenophylla, diferindo desta pelas características apresentadas em suas notas taxonômicas.
Fonte: LOZANO, E. D.; SMIDT, E. de C. & WANDERLEY, M. das G. L. Estudos taxonômicos das Xyridaceae no estado do Paraná, Brasil. Rev. Rodriguésia, v.69, n.4, p.1737-1769, 2018.