Arbustos ou árvores 3–10 m alt.; ramos, pecíolos, pedúnculos e todas as nervuras densamente cobertas por tricomas ca. 0,5 mm compr.
Folhas com pecíolo 1,5–12,5 mm compr.; lâmina 4,5–12,5 × 2–6 cm, elíptica, lanceolada ou oval, discolor, não lustrosa, plana, cartácea, raro coriácea, ápice agudo ou menos frequentemente acuminado, base aguda a arredondada, margem inteira, nervuras laterais 8–15 de cada lado, todas as nervuras salientes na face abaxial e impressas ou sulcadas na face adaxial, sem domácias formadas por tufos de tricomas na face abaxial, glândulas ausentes ou esparsas em ambas as faces. Pedúnculos 0,1–0,3 cm compr., unifloros; bractéolas 5–5,1 × 0,6–0,8 mm, lineares, caducas antes da antese.
Flores com hipanto coberto por tricomas; cálice fechado no botão abrindo-se em lobos irregulares cobertos por tricomas em ambas as faces, glândulas ausentes ou presentes externamente; pétalas 11–23 × 7–20,5 mm, glabras ou com poucos tricomas, glândulas ausentes ou presentes em pequena quantidade; estames 210–670, glândula
apical frequentemente presente; ovário 9–12-locular; estilete 7–15 mm compr.
Fruto 8–11 × 9–15 mm, globoso, liso, coberto por tricomas.
Espécie ocorre do nordeste da Argentina, Paraguai e Brasil, no Rio Grande do Sul a Bahia (Landrum 1986; Sobral et al. 2010). No Paraná, ocorre em floresta ombrófila densa, floresta ombrófila mista, floresta estacional semidecidual e estepe. Coletada com flores entre agosto e dezembro, e frutos entre agosto e fevereiro.
Fonte: LIMA, D. F.; GOLDENBERG, R. & SOBRAL, M. O gênero Campomanesia (Myrtaceae) no estado do Paraná, Brasil. Rev. Rodriguésia, v.62, n.3, p.683-693, 2011.