Oxalidaceae – Oxalis triangularis

Ervas glabras a esparsamente pilosas; sistema subterrâneo rizomatoso com escamas triangulares imbricadas; pseudobulbo com escamas membranáceas até 15mm, margem glandular-ciliada, tricomas pluricelulares na porção distal.

Folhas dispostas no ápice dos bulbos, 3-folioladas digitadas; pecíolos 8-39cm; folíolos glabros a esparsamente tomentosos, mais intensamente na face abaxial; nervura primária saliente na face abaxial, secundárias dois pares, um próximo à base, o outro à porção mediana dos folíolos, lâmina 1,4-4,5×2,5-7,8cm, largamente obtriangular, ápice truncado, retuso a emarginado, base aguda a obtusa.

Cimeiras umbeliformes 7-27-floras, maiores que a folhagem; pedúnculo glabro a glandular-pubescente, 11-28cm; pedicelos 1-7cm, glandular-pubescentes. Sépalas ca. 6,5×2mm, esparsamente tomentosas, lanceoladas, ápice com estruturas secretoras, ciliado; corola 1,5-2,5cm, rosa ou arroxeada; filetes maiores setosos, menores glabros; estiletes setosos.

Cápsulas 7-13×3-5mm, estreitamente elipsóides a oblongas, glabras; lóculos glabros internamente, 5-10-seminados.

Ocorre na Bolívia, Paraguai, nordeste da Argentina e Brasil, praticamente em todo o território federal. D7, E7: nas proximidades ou interior de matas, comum em áreas antropizadas. Coletada com flores praticamente ao longo de todo o ano e raramente com frutos, uma vez que se reproduz preferencialmente vegetativamente.

Fonte: FIASCHI, P. & CONCEIÇÃO, A. A. Oxalidaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p.301-316, 2005.

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