Árvore 5-25 m de altura. Ramos jovens densamente pubérulo-ferrugíneos, glabros na maturidade.
Folhas com 7-9 pares de pinas opostos. Estípulas e estipelas não vistas. Pecíolo 2-5,5 cm compr., pubérulo, sulcado. Raque 5-15 cm compr., semelhante ao pecíolo. Nectários 1 mm diâmetro, séssil a estipitado (1 mm compr.), situados no pecíolo e nas raques (entre os últimos pares de pinas e foliólulos). Foliólulos 13-25 pares, 7-11 x 1-2,8 cm, oblongos, ápice arredondado, base assimétrica, face adaxial glabra, face abaxial pubérula, principalmente na nervura central e nas margens. Nervação inconspícua.
Inflorescência racemosa, umbeliforme, axilar, 20-35-flores. Pedúnculo 4-6 cm, pubérulo-ferrugíneo. Raque 3-5 mm compr., semelhante ao pedúnculo. Bractéolas 2 mm compr., lineares. Flores branco-róseas, 3,5 cm compr. Cálice 2,5 mm compr., campanulado, denso pubérulo a adpresso-piloso, 5-laciniado, lacínias curtas, obtusas. Corola 6 mm compr., tubulosa, adpresso-pilosa, 5-pétalas, pétalas obtusas. Estames 15, fundidos na base. Filetes 3,5 cm compr., fundidos até 2,5 mm compr., glabros. Anteras 0,2 mm compr., oblongas. Ovário 1,5 mm compr., piloso no ápice. Estilete 2,7 cm compr., glabro. Estigma infundibuliforme.
Legume 8,5-11,5 x 2-2,8 cm, oblongo, plano-compresso, glabro, muito marginado, estriado transversalmente, deiscente por uma das margens.
Sementes 13.
Espécie muito freqüente na Floresta de Restinga, reconhecida por ser uma árvore de grande porte; com flores grandes, cálice róseo e estames brancos, longo-exsertos; frutos lenhosos, estriados transversalmente. (fig. A. C e E)
Floração / Frutificação da espécie na área de estudo: janeiro / junho e setembro.
Fitofisionomia onde a espécie foi encontrada: Floresta de Restinga.
Freqüência da espécie em relação ao local de coleta: freqüente.
Distribuição: América Central e do Sul. Brasil: todas as regiões..
Fonte: SILVA, E. D. da. Leguminosae na Floresta Ombrófila Densa do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleos Picinguaba e Santa Virgínia, São Paulo, Brasil: taxonomia e similaridade entre diferentes cotas altitudinais. 368f. Tese (Doutorado em Biologia vegetal). Universidade Estadual de Campinas. Campinas-SP, 2010.