Árvore 10-15 m altura. Ramos jovens densamente híspido-ferrugíneos, glabros na maturidade.
Folhas 1-2 pares de folíolos. Estípulas 3 mm compr., triangulares, caducas. Pecíolo 0,7-2,5 cm compr., híspido-ferrugíneo. Raque 2,5-5 cm compr., cilíndrica a levemente alada (raro), híspido-ferrugínea. Nectário séssil a estipitado (2 mm compr.), 1 mm diâmetro. Folíolos 4,5-16 x 2,5-6,5, cartáceos, elípticos, face adaxial glabrescente, híspido na nervura central, face abaxial híspida, principalmente nas nervuras, sem glândulas, ápice obtuso-mucronado, base obtusa. Nervação broquidódroma, proeminente na face abaxial.
Inflorescência racemosa, subglobosa, axilar, congesta, 8-15 flores. Pedúnculo 3-9,5 cm compr., densamente híspido-ferrugíneo. Flores brancas, 4-5 cm compr., sésseis. Cálice 1,8-2,5 cm compr., tubuloso, 5-laciniado, densamente híspido-tomentoso, ferrugíneo a dourado. Corola 2,6-3,2 cm, tubulosa, densamente híspido-tomentosa, ferrugínea a dourada. Estames ca. 225. Filetes 4,8-5,5 cm compr., conatos abaixo da metade, glabros. Gineceu 1-2 carpelos. Ovário 2,5 mm compr., piloso. Estilete 3-3,5 cm compr., glabro. Estigma infundibuliforme.
Legume imaturo, 5-6,5 x 2-2,5, plano-compresso, híspido a viloso, ferrugíneos a dourados.
Ramos densamente híspidos, indumento geralmente castanho-escuro, glabrescentes; raque foliar cilíndrica; folíolos 2-3 pares com par terminal medindo 12,5-19 cm compr. são caracteres que auxiliam na identificação de Inga hispida (fig. 19 F, G e K).
Floração / Frutificação da espécie na área de estudo: novembro / não vista.
Fitofisionomia onde a espécie foi encontrada: Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, Floresta Ombrófila Densa Submontana, Floresta Ombrófila Densa Montana.
Freqüência da espécie em relação ao local de coleta: pouco freqüente.
Distribuição: Brasil: São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.
Fonte: SILVA, E. D. da. Leguminosae na Floresta Ombrófila Densa do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleos Picinguaba e Santa Virgínia, São Paulo, Brasil: taxonomia e similaridade entre diferentes cotas altitudinais. 368f. Tese (Doutorado em Biologia vegetal). Universidade Estadual de Campinas. Campinas-SP, 2010.