Fabaceae – Schnella angulosa

Lianas robustas. Ramos jovens cilíndricos, inermes, pubérulos, lenticelados, com gavinhas duplas; ramos mais velhos, achatados, canaliculados, glabros, com gavinhas simples.

Folhas dimórficas, as inferiores 10-23 x 2,5-4,7 cm (cada lóbulo), bipartidas até a base do limbo, com a face adaxial glabra e a face abaxial densamente curto-serícea, polida; as superiores 5-14 x 5-10 cm, bipartida em menos da metade, com a face adaxial glabra e a face abaxial pubérula, glabrescente, opaca ou com brilho menos evidente, nervuras 6-7. Pecíolo 4-9 cm compr., pubérulo, glabrescente. Estipelas lineares 5 cm compr.

Inflorescência paniculada, axilar a terminal, 8-15 flores. Pedúnculo 1,5 cm compr., ferrugíneo-tomentoso. Raque 9 cm compr., semelhante ao pedúnculo. Flores creme a levemente róseas, esbranquiçadas, 1,2 cm compr., pétalas não vistas. Cálice campanulado. Brácteas e bractéolas com 4 mm compr., oblongas a lineares, caducas.

Legumes 7 x 2 cm, oblongos, plano-compressos, adpresso-pilosos, ferrugíneos, torcidos na deiscência.

Sementes 3.

Lianas com caule claro, achatado; ramos jovens com gavinhas duplas; folhas dimórficas, seríceas no dorso; flores com pétala superior diferente das demais (fig. 14 D); ovário com mais de dois óvulos e legume plano-compresso com deiscência elástica são caracteres que auxiliam na identificação de Bauhinia angulosa.

Floração / Frutificação da espécie na área de estudo: não vista / janeiro.

Fitofisionomia onde a espécie foi encontrada: Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, Floresta Ombrófila Densa Submontana e Floresta Ombrófila Densa Montana.

Freqüência da espécie em relação ao local de coleta: freqüente.

Distribuição: Brasil: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.

Sinonímia botânica: Bauhinia angulosa

Fonte: SILVA, E. D. da. Leguminosae na Floresta Ombrófila Densa do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleos Picinguaba e Santa Virgínia, São Paulo, Brasil: taxonomia e similaridade entre diferentes cotas altitudinais. 368f. Tese (Doutorado em Biologia vegetal). Universidade Estadual de Campinas. Campinas-SP, 2010.

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