Lentibulariaceae – Utricularia nana

Ervas terrestres, 1,3-6,5cm; estolões filiformes, ramificados.

Folhas curtamente pecioladas, lâmina 5-10mm, oval a linear, ápice arredondado, 1-nérvea; utrículos nos rizomas e estolões, pedicelados, ovóides, abertura basal, apêndices ausentes.

Racemos eretos, 1-2-floros, eixo floral filiforme, glabro; brácteas estéreis basifixas, amplexicaules, 1-1,3mm, ovais; bráctea floral basifixa, 1-1,5mm, largamente oval-deltóide; bractéolas 2, basifixas, ovais, mais estreitas que a bráctea floral; pedicelos 1,5-3mm, achatados, glabros.

Lobos do cálice 2-3mm, superior oval, ápice agudo ou obtuso, inferior largamente oval-deltóide, base auriculada, ápice obtuso, indistintamente nervado, mais largo e levemente maior que o superior; corola amarela, 3-7mm, lábio superior oblongo, ápice arredondado, inferior transversalmente elíptico, ápice inteiro a inconspicuamente 4-crenado, palato com margem ciliada, calcar subulado ou reto, ápice agudo, maior que o lábio inferior da corola; ovário ovóide, lábio superior do estigma inconspicuamente 2-crenado, inferior semi-orbicular, maior que o superior.

Cápsula globosa, ca. 1,5mm, deiscência longitudinal.

Distribuição na Venezuela, Guiana, Suriname, Paraguai; no Brasil, nos Estados do Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná. E7, G6: ocorre em mata de restinga, mata pluvial, geralmente em lugares alagadiços ou próximo a córregos e nascentes. Coletada com flores em janeiro e agosto, com frutos em janeiro.

Dentre as espécies terrestres de corola amarela, U. nana destaca-se pelo porte pequeno (1,3-6,5cm), pela presença de duas bractéolas inseridas na mesma altura da bráctea floral e pelos utrículos sem apêndices. Está representada em São Paulo por apenas três coletas não tendo sido coletada recentemente. Por apresentar ocorrência rara em área preservada (Parque Estadual da Ilha do Cardoso), pode ser classificada como vulnerável.

Fonte: CORRÊA, M. A. & MAMEDE, M. C. H. Lentibulariaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.2, p.141-154, 2002.

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