Subarbustos delgados, ramificados, eretos, 0,2-1,5m.
Folhas verticiladas, 3 ou 4 por verticilo, alternas ou quase opostas na parte inferior dos ramos, sésseis a pecioladas; pecíolo 3-14mm; lâmina 2,5-12,5×1,5-4cm, oval a lanceolada, ápice agudo, acuminado até aristado, margem denteadodenticulada, dentículos desiguais, proeminentes, alvos ou vináceos, base arredondada a subcordada, raro aguda ou atenuada, membranácea, face abaxial vilosa, tricomas alvos nas nervuras proeminentes, face adaxial glabra ou pubérula, pouco brilhante.
Flores isoladas, axilares, em número igual ao das folhas; pedicelo 1,5-7cm, viloso, raro brilhante, tricomas esparsos; bractéolas 2, na base; hipanto obcônico, 3-5×4-6mm, viloso, base aguda, lobos do cálice estreito-triangulares até lineares, 3-7mm, eretos, raro subcurvados, denticulados, vilosos; corola 3,5-5,5cm, tubo subcurvado, pouco ampliado, vermelho ou alaranjado, hirto, lobos falcados, desiguais, com cerca de 1/4 do compr. da corola, de base amarela e ápice verde; tubo de filetes glabro ou com tricomas na região superior do tubo, tubo de anteras cinza-claro a negro, glabro ou com tricomas no ápice e nas fissuras.
Cápsula obcônica, 0,6-1cm, pubescente; sementes oblongas ou elípticas, ca. 0,7mm, castanhoescuras, brilhantes, minuto-foveoladas.
Espécie do Brasil, encontrada em Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, em regiões serranas que variam de 1.000 a 2.400m de altitude. C7, D6, D7, D8, D9, E7: em regiões serranas, campos ou orlas de matas, em altitudes que variam de 600 a 2.000m, raramente em cerrados. Coletada com flores de janeiro a junho, predominando no primeiro trimestre.
Fonte: GODOY, S. A. P. de. Campanulaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.3, p.13-32, 2003.