Campanulaceae – Lobelia hassleri

Ervas fistulosas, 1-3m, látex abundante; caule hirsuto.

Folhas sésseis; lâmina 7,5-38×1,5-7,5cm; estreito-oblonga ou lanceolada, cartácea, hirsuta, ápice agudo, margem denteada, base decorrente, nervuras secundárias 13-23 pares. Racemo 20-70cm, hirsuto, bráctea linear, 1,1-2,2×0,1-0,3cm, hirsuta, ápice agudíssimo, margem denteada, base decorrente concrescida ao pedicelo.

Flores com pedicelo ereto, 3-6mm, hirsuto, bractéolas no ápice; hipanto obcônico ou ovóide, 3,5-5×2-4mm no ápice, hirsuto; lobos do cálice 9-19×1-2mm na base, ápice agudo, margem hialina, ciliada, hirsutos; corola 1,2-1,7cm, alva ou creme-esverdeada, exteriormente hirsuta, tricomas esparsos interiormente, lobos inferiores geralmente coalescentes; tubo dos filetes 0,75-1,1mm, hirsuto, tubo de anteras 4-5,5mm, as duas menores com ápice piloso, esparsopilosas.

Cápsula ovóide, a parte livre menor que 1/3 do total, 1,1-1,2×0,6-0,8cm no ápice, hirsuta; sementes elípticas, ala bem menor do que o núcleo seminífero, ca. 0,5×0,3mm, reticuladas.

Ocorre no Brasil (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), Paraguai e Argentina. Esta espécie apresenta o limite norte de sua distribuição em São Paulo, no município de Itararé. As primeiras coletas para o Estado ocorreram durante o projeto Flora de São Paulo. F4: em ambientes brejosos ou abertos mais secos como capoeiras, beiras de mata ou estradas. Coletada com flores e frutos em janeiro e fevereiro.

Fonte: GODOY, S. A. P. de. Campanulaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.3, p.13-32, 2003.

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