Ervas eretas ou semi-eretas, 10-42cm, não fistulosas; caule alado, glabro.
Folhas sésseis; lâmina 0,9-1,3×1-1,1cm, lanceolada, elíptica, oblonga ou suborbicular, ápice obtuso, mucronado, margem denteada, base atenuada, glabra, nervuras broquidódromas, 2-4 pares.
Flores isoladas, axilares; pedicelo ereto ou levemente sigmóide, 0,5-1,1cm, alado, glabro; hipanto obcônico, 4,5-6,5×1-1,5mm no ápice, glabro; lobos do cálice 1,5-3×0,5mm na base; corola ca. 9mm, rosada, glabra; tubo dos filetes ca. 4mm, tubo de anteras ca. 1,5mm, as menores com ápice piloso.
Cápsula elíptica, 4,5-6,5×3-4mm no ápice, glabra; sementes elípticas, ca. 0,4×0,3mm, reticuladas.
Ocorre no Hemisfério Sul, apresentando variação morfológica muito ampla. Introduzida no Brasil, o que explicaria a existência de somente coletas recentes com distribuição concentrada na região Sudeste, ao longo do litoral. F7: única espécie que ocorre espontaneamente na costa litorânea de São Paulo, crescendo em solo arenoso, entre gramíneas. Coletada com flores preferencialmente nos meses mais quentes do ano.
Vários táxons infra-específicos estão descritos em Wimmer (1953); entretanto, optou-se por não utilizá-los, pelas delimitações serem tênues e a espécie ter sido introduzida no Brasil, provavelmente, a partir da África.
Fonte: GODOY, S. A. P. de. Campanulaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.3, p.13-32, 2003.