Cactaceae – Rhipsalis floccosa

Plantas epifíticas, semi-eretas, pendentes ou raramente reptantes.

Artículos basais cilíndricos e lenhosos, 3-5 mm larg. e 6-16 cm compr., os terminais cilíndricos, levemente angulados, flexíveis, 2-14 cm compr. e 2-4 mm larg., verde-escuros ou verde-claros, com manchas avermelhadas quando expostos à intensa luz solar. Aréolas emersas, em elevações nos artículos, escama basal 1 mm compr.; as férteis imersas, indumento abundante, lanoso e branco.

Flores laterais e subapicais, 1-2 por aréola, rotadas, 0,6-1,0 cm compr. e 1,0-1,7 cm larg.; perianto amarelo-pálido, sepalóides amarelados, petalóides brancos, ambos os segmentos com ápice avermelhado; filetes amarelados, anteras brancas; pericarpelo esférico, glabro, parcialmente imerso na aréola; estilete branco-esverdeado, estigma 4-5 lobado, branco.

Frutos globosos, ápice truncado, 0,4-0,7 cm compr. e 0,5-0,6 cm larg., magenta; cicatriz do perianto 3-4 mm larg., branca.

Sementes 1 mm compr., castanho-escuras.

Distribuição: R. floccosa ocorre na Venezuela, no Peru, na Bolívia, na Argentina, no Paraguai e no Brasil, de Pernambuco até o Rio Grande do Sul (Barthlott & Taylor 1995). No Rio Grande do Sul a espécie ocorre na Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Formações Pioneiras (matas turfosas e ciliares).

Barthlott & Taylor (1995) reconheceram cinco subespécies de Rhipsalis floccosa, e citaram a ocorrência de R. floccosa subsp. pulvinigera para o Rio Grande do Sul. Segundo estes autores, esta subespécie caracteriza-se por apresentar artículos que se colorem com pontos vermelhos quando expostos à intensa luz solar, flores com cerca de 1,8 cm ou mais de diâmetro e frutos de cor magenta, raramente brancos. As plantas observadas no Estado possuem a coloração descrita para os artículos, porém apresentaram flores mais estreitas (1,0-1,7 cm larg.) e não foram encontrados frutos brancos. Rambo (1951) identificou a espécie equivocadamente como sendo R. pentaptera A. Dietr. Lombardi (1991) citou a ocorrência de R. puniceo-discus G.A. Lindb. para o Estado, mas o exame da fotografia da exsicata referida pelo autor (Brasil. Rio Grande do Sul: Canela, H. Neubert, 109 – B), demonstrou tratar-se de R. floccosa. Rogalski & Zanin (2003) citaram a ocorrência de R. sulcata F.A.C. Weber em um levantamento na região do Alto Uruguai, mas a exsicata referida pelas autoras (Brasil. Rio Grande do Sul: Barão de Cotegipe, A. Chaves, HERBARA 5974) é na realidade de R. floccosa. A espécie apresenta hábito semi-ereto quando jovem, tornando-se pendente com o  crescimento da planta. No herbário, os artículos secos adquirem aspecto anguloso. R. floccosa floresce de outubro a fevereiro e frutifica de janeiro a junho.

Fonte: BAUER, D. & WAECHTER, J. L. Sinopse taxonômica de Cactaceae epifíticas no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Acta bot. bras. v.20(1), p.225-239, 2006.

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