Plantas epifíticas ou rupícolas, pendentes.
Artículos cilíndricos, levemente claviformes, flexíveis, basais até 20 cm compr. e 2-3 mm larg., terminais em grupos de dois ou três, 1-4,5 cm compr. e 1-3 mm larg., verdeclaros. Aréolas emersas, glabras, escama basal 1 mm compr.
Flores apicais, uma por aréola, campanuladas, 1-1,3 cm compr. e 0,6-0,9 cm larg.; sepalóides esverdeados com ápice avermelhado, petalóides brancos; filetes alaranjados, anteras brancas; pericarpelo esférico, glabro; estilete branco, estigma 3-4 lobado, branco.
Frutos globosos, 0,7-0,8 cm compr. e 0,6-0,7 cm larg., laranja; cicatriz do perianto 2 mm larg., branca.
Sementes 2 mm compr., castanhoescuras.
Distribuição: R. campos-portoana ocorre no Brasil, de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, para onde é citada pela primeira vez. No Estado a espécie é encontrada apenas na Floresta Ombrófila Densa Montana.
A espécie é conhecida como tipicamente epifítica no sudeste e sul do Brasil (Loefgren 1917; Barthlott & Taylor 1995), embora tenha sido observada no Estado apenas como rupícola, em um afloramento rochoso, na encosta leste do Planalto das Araucárias.
R. campos-portoana é a única espécie do gênero no Estado que apresenta frutos cor laranja. A espécie floresce de julho a agosto e frutifica de fevereiro a maio.
Fonte: BAUER, D. & WAECHTER, J. L. Sinopse taxonômica de Cactaceae epifíticas no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Acta bot. bras. v.20(1), p.225-239, 2006.