Erva epífita ou terrestre, 28-40 cm alt., roseta infundibuliforme, formando cisterna.
Folhas ereto-patentes; bainha 12,7-15 x 6,7-7,3 cm, alva; lâmina 28-33,8 x 2,5 cm, verde, linear a estreitamente oblonga, com leve constrição na base, ápice acuminado, lepidota; acúleos ca. 1 mm compr. Escapo ereto, 12,4-14 cm compr., 3-4 mm diâm., alvo, esparsamente lepidoto. Brácteas do escapo 5,2-15 x 1,4-6 cm, excedendo os entrenós, verdes, ovais, ápice acuminado, lepidotas, margem espinescente em direção ao ápice, acúleos ca. 1 mm compr.
Inflorescência composta, congesta, 10,5-11,5 cm compr., excedendo a roseta foliar; raque alva, glabra; brácteas primárias excedendo as flores, 9,2-11,5 x 4-6,5 cm, verdes passando a vermelhas no terço médio, oval, ápice acuminado, lepidotas, margem espinescente em direção ao ápice, acúleos ca. 1 mm compr. Brácteas estéreis da inflorescência 2-2,3 x 0,3-1 cm, alvas, oblongas a triangulares, carenadas, ápice acuminado, glabras. Bráctea floral 2,5-2,6 x 1-1,4 cm, alva, oval, carenada, ápice acuminado, lepidota. Flores polísticas, 6,4-6,7 cm compr., pediceladas, glabras; pedicelo conspícuo, 3 mm; sépalas 1,6-1,7 x 0,4 cm, alvas, lanceoladas, carenadas, ápice agudo; pétalas 4,6-5,3 x 0,4-0,6 cm, alvas com ápice roxo, estreitamente oblongas, 2/3 conatas, ápice emarginado; apêndices petalíneos ausentes; estames inclusos, ca. 4 cm compr., alvos, epipétalas; estigma incluso, 1-2 mm compr., alvo, conduplicado-espiralado; estilete 4-4,4 cm compr., alvo; ovário 1,5-1,8 cm compr., alvo, oblongo, glabro.
Nidularium ferdinandocoburgii é conhecida apenas para duas localidades, a serra de Ibitipoca e a serra de Araras (Petrópolis-RJ). Ocorre principalmente no interior de florestas, entre 1.000 e 1.600 m de altitude (Leme 2000). No parque ocorre como epífita ou terrestre no interior das matas nebulares, onde forma grandes populações. Leme (2000) tratou os exemplares de Nidularium procedentes de Ibitipoca como três espécies distintas, N. marigoi, N. ferdinandocoburgii e N. bicolor (E. Pereira) Leme. Nidularium marigoi pode ser reconhecida pelas pétalas com ápice róseo, pelo tamanho do escapo e porte da roseta.
O mesmo autor mencionou em sua obra, que a diferenciação das outras duas espécies é complexa e referiu ainda uma sobreposição de caracteres e simpatria de N. bicolor e N. ferdinandocoburgii na região do Ibitipoca. Após análise das diversas coleções provenientes do Parque, podemos concluir que apenas uma espécie ocorre no local e que a circunscrição desses dois táxons deve ser revista.
Fonte: MONTEIRO, R. F. & FORZZA, R. C. A Família Bromeliaceae no Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil. Bol. Bot. Univ. São Paulo, v.26, n.1, p.7-33, 2008.