Bromeliaceae – Billbergia alfonsijoannis

Erva epífita, 0,9-1,5 m alt., roseta tubulosa, formando cisterna.

Folhas eretas a reflexas; bainha 30-33 x 12 cm, verde; lâmina 45-50 x 5,5-8 cm, verde, lanceolada, ápice apiculado, lepidota; acúleos 1-5 mm compr. Escapo pendente, ca. 94 cm compr., ca. 6 mm diâm., verde, alvo-flocoso; brácteas do escapo 17-26 x 2,6-5,5 cm, excedendo os entrenós, róseas a estramíneas, estreitamente elípticas, ápice agudo, lepidotas.

Inflorescência simples, laxa, ca. 50 cm compr., excedendo a roseta foliar; raque verde, alvo-flocosa. Bráctea floral diminuta, 2-3 x 2 mm, verde, oval, ápice agudo, alvoflocosa. Flores polísticas, sésseis; sépalas 0,7-1,2 x 0,6 cm, roxas, elípticas, ápice obcordado, alvo-flocosas; pétalas 7,8-8,8 x 0,6-0,8 cm, verde-claras com ápice roxo, linear-oblongas, fortemente revolutas a espiraladas, ápice retuso, glabras; calosidades presentes, apêndices petalíneos 5-6,5 x 2 mm, estreitamente oblongos a oblanceolados, ápice inconspicuamente fimbriado; estames exsertos, 7,3-7,8 cm compr., roxos; estigma exserto, 8 mm compr., roxo, conduplicado-espiralado; estilete 8,4-9,2 cm compr., roxo; ovário 0,8-1 x 0,5-0,7 cm, violáceo, alvo-flocoso.

Billbergia alfonsijoannis apresenta distribuição restrita à floresta atlântica (Reitz 1983). No parque, a espécie ocorre sempre como epífita no interior de mata ombrófila e nunca forma grandes populações. Pode ser confundida com B. zebrina (Herb.) Lindl., contudo, é possível diferenciá-la pela bainha bastante evidente e violácea, inflorescência com cerca de 50 flores, ovário violáceo e ovóide, enquanto que B. zebrina possui bainha estreita com margem castanho-hialina, inflorescência com 10 a 30 flores, pétalas mais estreitas e ovário branco e obovóide (Reitz 1983). Entretanto, quando comparada a B. porteana Brong. ex Beer, a distinção é mínima, evidenciando a necessidade de uma revisão desses táxons.

Fonte: FIORATO, L. O gênero Tillandsia L. (Bromeliaceae) no estado da Bahia, Brasil. 107 p. Dissertação (Mestrado em Biodiversidade). Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. São Paulo-SP, 2009.

Deixe um comentário