Erva terrestre, rupícola. Caule ereto, aracnoide. Estípulas 8−15 × 4−7 mm, triangular a oblongo-triangular, margem inteira, ciliada, persistentes, aracnoides na face abaxial.
Pecíolos 1.7−11 cm compr., aracnoides-flocosos; lâminas basifixas, 4.6−15 × 2.1−5.5 cm, elípticas a ligeiramente ovadas, inteiras, assimétricas, base lobulada, cordada a largamente cordada, margem irregularmente sinuosa, ligeiramente erosa a inteira, ciliada, ápice agudo; membranáceas a ligeiramente papiráceas, aracnoide face adaxial, densamente aracnoide-flocosa na face abaxial; nervura principal diferenciável das demais nervuras basais, oblíqua em relação ao pecíolo.
Cimeiras dicasiais 6.5− 11 cm compr., 2−3 nós, esparsamente vilosa. Flores estaminadas alvas a rosadas, sépalas 2, 5−10 × 5−9 mm, circulares a largamente ovadas, margem inteira, vilosas ou pilosa; pétalas 2, 3−4 × 1 mm, obovadas, margem inteiro, glabras. Flores pistiladas alvas a rosadas, sépalas 3, 6−9 × 2−4 mm, obovadas a elípticas, margem inteira, vilosas, pétalas 2 , 7−9 × 2−3 mm, elípticas, vilosas.
Cápsulas 7−10 × 3−4 mm, glabras; alas desiguais entre si, as menores 11−12 × 2−9 mm, a maior 12−17 × 7−14 mm arredondas a obtriangulares.
Begonia leptotricha ocorre no estado de Santa Catarina e Paraná, com distribuição aparentemente associada a grandes corpos d’água, como os rios Paraná e Uruguai. Ocorre em locais abertos, rochosos e úmidos, do nível do mar a até ca. 540 m de altitude.
Begonia leptotricha tem sido tratada como sinônimo de B. subvillosa (Smith & Smith 1971; Smith et al. 1986), porém reconhecemos ambas como distintas pois em B. leptotricha o indumento é aracnoide-flocoso, desprendendo-se facilmente da face adaxial da lâmina (Fig. 11h-i; Fig. 12e-f), que é membranácea, com ápice agudo e margem esparsamente crenulada ou inteira, ao passo que B. subvillosa possui indumento hirsuto persistente, lâmina papirácea com ápice acuminado e margem denteada.
Sinonímia botânica: Begonia leptotricha
Fonte: VILLADA, J. C. J. Sinopse taxonômica do gênero Begonia L. (Begoniaceae) para a Região sul do Brasil. 90f. Dissertação (Mestrado em Biologia). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis-SC, 2017.