Subarbusto terrestre. Caule ereto, glabro. Estípulas 13−23 × 4−9 mm, ovado-lanceoladas, margem inteira, persistentes, glabras.
Pecíolos 1.4−2 cm compr., glabros; lâminas basifixas, 10−11 × 3.7−4.5 cm, obovada, inteiras, assimétrica dimidiada, base aguda a atenuada, margem denteada a esparsamente denteada, ápice acuminado a agudo; cartáceas, face adaxial glabra, face abaxial vilosa; nervura principal diferenciável das demais nervuras basais, reta em relação ao pecíolo.
Cimeiras dicasiais, 10−13.5 compr., 2−5 nós, glabras. Flores estaminadas não observadas, alvas, sépalas 2, ca. 2 × 1.5 cm obovadas; pétalas 2, 13 × 4−5 mm, oblongas (Brade 1952). Flores estaminadas não observada, tépalas 5, 6−8 × 3−5 mm, elíptica, margem ligeiramente crenulada, face abaxial pilosa (Brade 1952).
Cápsulas 7−8 × 3−4 mm; alas subiguais entre si, 12−14 × 4−10 mm, muito largamente obovadas.
Espécie endêmica da região de Morretes, no estado de Paraná, ocorrendo em locais úmidos no interior da floresta ombrófila a aproximadamente 1000 m de altitude.
Begonia itupavensis pode ser caracterizada principalmente pelas estípulas persistentes ovado-lanceoladas, 13−23 × 4−9 mm e pelas cápsulas com alas subiguais entre si. Quanto à morfologia foliar, assemelha-se a B. konder-reisiana L.B.Sm. e R.C.Sm., da qual difere pelas lâminas ovado-elípticas (Fig. 10t) (vs. largamente elípticas) (Fig. 12b), assimétricas dimidiadas (vs. fortemente assimétricas), com base aguda a atenuada (vs. cordada a obtusa, lobulada).
Fonte: VILLADA, J. C. J. Sinopse taxonômica do gênero Begonia L. (Begoniaceae) para a Região sul do Brasil. 90f. Dissertação (Mestrado em Biologia). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis-SC, 2017.