Subarbusto terrestre ou rupícola. Caule ereto, escabroso. Estípulas 2−8 × 0.5−2 mm, estreitamente lanceoladas, margem inteira ciliada, caducas, pubescentes a esparsamente pubescentes na face abaxial.
Pecíolos 6−15 mm compr., escabrosos; lâminas basifixas, 41−87 × 14−26 mm, estreitamente lanceoladas, ligeiramente palmatífidas, assimétricas, base lobulada, arredondada, largamente cordada a truncada, margem serreado-ciliada, ápice acuminado; papiráceas a cartáceas, hispidas; nervura principal diferenciável das demais nervuras basais, oblíqua em relação ao pecíolo.
Cimeiras dicasiais 12−14 cm compr., 4−5 nós, pubescentes. Flores estaminadas alvas, sépalas 2, ca. 10 × 13 mm, ovada-depressas, margem inteira, com tricomas esparsos na face abaxial; pétalas 2, ca. 7 × 2 mm, oblanceoladas, margem inteira, glabras. Flores pistiladas alvas, tépalas 5, ca. 5 × 3 mm, elípticas a obovadas, margem inteira, com alguns tricomas na face abaxial.
Cápsulas 7−8 × 3−4 mm glabras; alas subiguais entre si, ca. 10 × 5 mm, largamente circulares.
Esta espécie ocorre apenas na floresta ombrófila densa montana da região limitrofe entre Santa Catarina e Paraná aproximadamente a 900 m de altitude, em floresta ombrófila densa montana.
Begonia garuvae é uma espécie que pode ser caracterizada pela lâmina estreitamente lanceolada, a ornamentação escamiforme ao longo da planta, as cápsulas de alas subiguais a e coloração amarronzada in sicco.
Fonte: VILLADA, J. C. J. Sinopse taxonômica do gênero Begonia L. (Begoniaceae) para a Região sul do Brasil. 90f. Dissertação (Mestrado em Biologia). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis-SC, 2017.