Athyriaceae – Athyrium dombeyi

Caule 4-10 x 0,8-1,2 cm, ereto, com escamas lanceoladas; folhas eretas, fasciculadas; pecíolo 8-56 x 0,1-0,3 cm, castanho claro, porção distal glabrescente ou com tricomas septados, porção proximal com escamas lanceoladas, 10-15 x 0,8-1 mm, margem inteira; lâmina 15-40 x 5-20 cm, 1-2 pinado-pinatífida, lanceolada a oblongo-lanceolada, tecido laminar glabro nas duas faces; raque glabrescente, tricomas glandulares e septados nas duas faces, com escamas lineares na face abaxial; pinas 3,5-18 x 1,5-4 cm, lanceoladas a oblongo lanceoladas; pínulas lanceoladas, 0,8-2 x 0,2-1 cm, pinatífida a inciso crenada, ápice acuminado, base arredondada ou cuneada, margem inteira a crenada, pecioluladas; nervuras livres simples, pinadas, face abaxial com tricomas glandulares, face adaxial glabra; soros simples, reniforme ou elipticos, indúsio 0,8-2,2 x 0,5-1 mm, reniforme ou unciforme, margem laciniada.

Distribuição geográfica: Brasil (de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul). México, América Central, Antilhas, Venezuela, Equador, e Argentina. Athyrium dombeyi está distribuída na Floresta Atlântica em altitudes superiores a 1600m na região Sudeste do Brasil, e altitudes menores no Sul. É uma planta terrestre que forma populações em ambientes úmidos e sombreados no bosque, às margens de trilhas ou cursos de água. No Brasil ocorre em Camaducaia e Bocaina de Minas (Minas Gerais); em Campos do Jordão (São Paulo); em Itatiaia na região do planalto (Rio de Janeiro); Bom Retiro (Santa Catarina); e no estado do Rio Grande do Sul.

Athyrium dombeyi faz parte do complexo A. filix-femina, considerada uma espécie cosmopolita. As espécies deste complexo ainda precisam ser amplamente estudadas. Na flora do México, por exemplo, foram abordadas cinco espécies das quais duas consideradas como extremos do complexo A. filix-femina e três do complexo A. skinneri (Baker) Diels (Mickel & Smith 2004). Possivemente as espécies do complexo Athyrium filix-femina representadas no Neotrópico não são coespecíficas com o tipo europeu. Por isso alguns autores preferem adotar A. dombeyi para as plantas da América do Sul (Tryon & Stolze, 1991; Moran, 2008) como também aplicado neste trabalho.

Plantas terrestres ou rupícolas, caule delgado, curto ou longo reptante, escamoso; folhas monomorfas eretas; pecíolo glabrescente ou esparsamente escamoso; lâminas 2-3 pinado-pinatífidas, membranáceas, glabrescente; raque cilíndrica na face abaxial, sulcada adaxialmente, glabra ou com tricomas; nervuras livres, simples; soros arredondados, indúsio escamiforme, fixado no lado proximal do receptáculo arqueado sobre o soro; esporos monoletes, elipsoidais, equinados ou verrucados.

Cystopteris possui cerca de 10 espécies que ocorrem nas regiões temperadas, C. fragilis é cosmopolita e provavelmente deve fazer parte de um complexo que envolve vários táxons que precisam ser criticamente estudados (Mickel & Smith, 2004). No Brasil C. fragilis ocorre no planalto central e na região Sul.

Fonte: MYNSSEN, C. M. Woodsiaceae (Hook.) Herter (Polypodiopsida) no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Diretoria de Pesquisa Científica. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2011.

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