Árvore com até 24 m de altura, inermes, monóica. Ramos folhosos estriados, velutinos, sem pontuações glandulosas.
Folhas alternas, alvo-discolores, opacas, pecioladas. Pecíolo com 13-30 mm de comprimento, velutinos, achatados ou pouco caniculados. Limbo foliar elítico ou lanceolado, com 70-200 mm de comprimento e 27-90 mm de largura. Nervação broquidódroma, com 8-12 pares de nervuras secundárias, reticulação densa. Superfície adaxial glabra, sem pontuações glandulares, superfície abaxial tomentosa, sem pontuações glandulares. Margem foliar levemente revoluta, inteira, ápice agudo e por vezes curto-mucronado, base atenuada ou obtusa.
Capitulescência terminal ou pseudoterminal em panículas de cincinos. Capítulos 8-12-floros, subtendidos por pedicelos tomentosos com até 3 mm de comprimento. Invólucro turbinado-campanulado, 6-7-seriado, com 4-6 m de altura, filárias internas com ápice agudo, sem pontuações glandulosas, vilosas, margem ciliada.
Cipselas com ca. 2,5 mm de comprimento, tomentosas, 9-10-estriadas, glanduloso-pontuadas.
Papus bisseriado, serie externa paleácea com ca. 0,7 mm de comprimento, serie interna filiforme com 5-6 mm de
comprimento, ambas persistentes.
Caracterizada por apresentar folhas alternas, alvo-discolores (tricomas tomentosos), com reticulação bastante marcada na face abaxial (Figura 51C e D). Outras características relevantes à correta diagnose são o padrão de nervação broquidódroma, bordos inteiros e ausência de pontuações glandulares (Figura 51A e B).
Espécie semelhante a Vernonanthura divaricata e Moquiniastrum polymorphum var. ceanothifolium. Se distingue da primeira por apresentar pilosidade recobrindo totalmente a face abaxial da folha e por não apresentar pontuações glandulares alvas conspícuas na mesma face. Em comparação a M. polymorphum subsp. ceanothifolium, V. discolor se diferencia por apresentar folhas broquidódromas, tomentosas e com reticulação visível na face abaxial.
É um dos principais elementos da flora arbórea de Asteraceae em Santa Catarina, correspondendo a 36,5% dos indivíduos arbóreos da família amostrados no IFFSC. Ocorre em todas as formações florestais do Estado, sobretudo em locais frios e de maior altitude, ocorrendo também em ambientes de Floresta de Terras Baixas (Figura 49).
Fonte: COLARES, R. Asteraceae arbóreas em fragmentos florestais de Santa Catarina: de identificação a interações com o clima. 122f. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma-SC, 2019.