Asteraceae – Grazielia serrata

De arbusto a arvoreta com até 5 m de altura, inerme, monoico. Ramos folhosos hexagonais, finamente estriados, pubescentes, glanduloso-pontuados.

Folhas opostas, pouco ou nitidamente discolores, vernicosas na face adaxial, pecioladas. Pecíolos com 3-6 mm de comprimento, pubescentes abaxialmente e glabros adaxialmente, achatados ou caniculados. Limbo foliar lanceolado, com 64-112 mm de comprimento e 4-12 mm de largura. Nervação broquidódroma, com 16-21 pares de nervuras secundárias, reticulação inconspícua ou laxa na superfície abaxial. Superfície adaxial glabra, sem pontuações glandulares, superfície abaxial de tomentosa a pubescente, glanduloso-pontuada. Margem foliar revoluta apenas na região basípeta, serreada, ápice acuminado-atenuado, base atenuada.

Capitulescência em corimbos densos terminais. Capítulos 5-floros, subtendidos por pedicelos pubescentes com até 2 mm de comprimento. Invólucro cilíndrico, 2-3-seriado, com 4,5-6 m de altura, filárias internas ápice obtuso, com pontuações glandulosas pouco conspícuas, tomentosas apenas no ápice, margem ciliada.

Cipselas com 2,1-2,3 mm de comprimento, glabras, 5-costadas, sem pontuações glandulosas.

Papus unisseriado, formado por cerdas filiformes com 3-4 mm de comprimento, persistentes.

OBSERVAÇÕES: Grazielia serrata é uma espécie de fácil reconhecimento por ser a única espécie arbórea de Asteraceae, no estado de Santa Catarina, a ter folhas opostas, linearlanceoladas, densamente glanduloso-pontuadas (Figura 26D). Outras características relevantes à identificação da espécie são a nervação broquidódroma, com 16-21 pares de nervuras secundárias e capítulos com filárias tomentosas no ápice, sustentados por pedicelos tomentosos.

Por vezes a espécie é confundida com Austroeupatorium inulaefolium (Kunth) R.M.King & H.Rob. e Grazielia intermedia (DC.) R.M.King & H.Rob. Da primeira se distingue por apresentar folhas linear-lanceoladas, com nervuras broquidódromas e da segunda por apresentar folhas linear-lanceoladas, glabras na face adaxial (Figura 26E).

Coletada quase que exclusivamente na FOM ou em áreas da FED e FOD próximas (Figura 24), havendo também dois registros para ambientes de restinga no sul do Estado.

Fonte: COLARES, R. Asteraceae arbóreas em fragmentos florestais de Santa Catarina: de identificação a interações com o clima. 122f. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma-SC, 2019.

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