Árvore com até 10 m de altura, inerme, dioica. Ramos folhosos estriados, vilosos, sem pontuações glandulosas.
Folhas alternas, alvo-discolores, opacas, com base atenuada em pseudopecíolo. Limbo foliar lanceolado, com 30-70 mm de comprimento e 5-11 mm de largura. Nervação acródroma imperfeita, com 2-4 pares de nervuras secundárias, inconspícua. Superfície adaxial glabra a glabrescente, sem pontuações glandulares; superfície abaxial tomentosa (pontuações glandulares inconspícuas devido a pilosidade). Margem foliar plana ou revoluta, denteada ou irregularmente denteada a partir do segundo terço do limbo, ápice agudo, base atenuada.
Capitulescência em racemos axilares com até 12 flores, constituindo uma panícula folhosa. Capítulos 20-30-floros, subtendidos por pedicelos com 5-6 mm, tomentosos. Invólucro campanulado, 3-4-seriado, com 5-6 m de altura, filárias internas com ápice obtuso, sem pontuações glandulosas, glabras, com margens ciliadas.
Cipselas com ca. 1,5 mm de comprimento, glabras, 9-12-costadas, sem pontuações glandulosas.
Papus unisseriado, formado por cerdas filiformes com 7-8 mm de comprimento, persistentes.
OBSERVAÇÕES: Espécie caracterizada por apresentar folhas alvo-discolores, acródromas, lanceoladas, com base atenuada (Figura 11C). Quando comparada a outras espécies do gênero é morfologicamente semelhante à Baccharis calvescens DC., que também apresenta folhas lanceoladas, discolores e de base atenuada, podendo ser diferenciada por apresentar nervuras acródromas e bordo denteado.
Baccharis montana é comum no estado de Santa Catarina, havendo registros em todas as fitofisionomias florestais (Figura 9).
Fonte: COLARES, R. Asteraceae arbóreas em fragmentos florestais de Santa Catarina: de identificação a interações com o clima. 122f. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma-SC, 2019.