Rizoma vertical, subereto a ereto, com escamas elíptico-Ianceoladas, variando de castanho-escuras a pretas, monocromáticas ou quase, de margem inteira a raramente denteada, subclatradas.
Frondes 1,5-1 ,7 m compr., glabras na face adaxial e glabrescentes na face abaxial, indumento formado por 2 tipos de tricomas e escamas; tricomas alvos, menores, caracterizando a pubescência da lâmina e tricomas articulados, castanhos; escamas lanceolado-filiformes, ambos esparsos sobre a raque, raquíolas e costas; pecíolo com escamas, iguais na forma às do rizoma; lâmina 2-pinadopinatífida, com 14-20 pares de pinas; pinas basais e medianas elíptico-Ianceoladas, pecioluladas, subopostas a alternas, com 14-16 pares de pínulas; pínulas elípticolanceoladas, pecioluladas, opostas a alternas; nervuras simples ou furcadas.
Soros retos e curtos, 0,3-0,4 cm compr.; indúsio de cor castanha, margem inteira.
Diplazium cf. expansum caracteriza-se principalmente por apresentar a lâmina pubescente na face abaxial, pelas escamas da base do pecíolo subclatradas e pela margem do indúsio inteira (Figura 6-G). Para Stolze (1981) e Tryon & Stolze (1991), D. expansum caracteriza-se por apresentar indúsio com a margem erodido-ciliada.
Porém, os indivíduos desta espécie encontrados no Estado do Paraná, não apresentaram tal característica, o que ocasionou certa dificuldade na identificação da espécie tomando por base apenas a descrição original, sem a análise do tipo. D. cf. expansum é muito similar à D. turgidum quanto à dissecção da lâmina, contudo, esta última
apresenta indumento formado por apenas um tipo de tricoma e por escamas somente nas partes vasculares, além do indúsio fimbriado.
Diplazium cf. expansum foi encontrado até o presente apenas nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. No Paraná ocorre em vales de regiões serranas, crescendo em locais parcialmente ensolarados, às margens de córregos ou entre rochas.
Fonte: CISLINSKI, J. O gênero Diplazium SW. (Dryopteridaceae, Pteridophyta) no Estado do Paraná, Brasil. Rev. Acta boI. Bras., v.1 Q(I), 1996.