Apocynaceae – Oxypetalum sublanatum

Arbusto volúvel; ramos glabrescentes, velutinos.

Pecíolo 0,3-1,5cm velutino; lâminas 3-5,6×1-2,6cm, oblongas, ápice agudo, arredondado-mucronado, base cordiforme, ligeiramente ineqüilátera, glabriúsculas, tomentosas, velutinas.

Inflorescências umbeliformes, paucifloras; pedúnculo 0,3-1,5cm. Pedicelos velutinos, 1-1,8cm; sépalas 6-7×1,5-2mm, linear-triangulares, externamente tomentosas; corola alva, tubo 3,5-5mm, externamente pubescente, internamente barbado, lobos 10-14×3-5mm, triangular-alargados, externamente pubescentes, internamente glabros; segmentos da corona 5,5-6×4mm, ultrapassando as anteras, alvos, triangular-espatulados, profundamente emarginados, providos internamente de 1 espessamento longitudinal.

Ginostégio 2,6-3,6mm, estipitado; parte locular da antera 1,3-1,5mm, subquadrangular, asas mais curtas que o dorso, apêndice membranáceo oval; retináculo 2-2,3×0,44-0,6mm, oblongo, laminar, 3 vezes mais longo que as polínias, caudículas 0,1-0,22mm, horizontais, dente lateral curvo, livre, polínias 0,7-0,74×0,26-0,32mm, oblongas; apêndice estilar 1-1,5mm, cônico, crasso, ápice levemente emarginado.

Folículos ca. 3-3,5×0,8-1cm.

Sudeste e Sul do Brasil, também na Argentina. D5, D8, E7, F4: Mata Atlântica, mesofítica, de altitude, campo rupestre e áreas perturbadas. Coletada com flores de outubro a junho e com frutos em fevereiro, junho e setembro.

Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.

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