Arbusto volúvel; ramos tomentosos.
Pecíolo 1-1,7cm, tomentoso; lâminas 3-3,5(-6)×1,5-2,2cm, oval-lanceoladas, ápice acuminado, base cordiforme, ligeiramente auriculada, tomentosas.
Inflorescências cimosas, pauci a multifloras; pedúnculo 0,8-2cm, tomentoso. Pedicelos 3-5mm, tomentosos; sépalas 4-5×0,7-0,8mm, linear-lanceoladas, externamente tomentosas, 4 coléteres axilares; corola verdeclara, externamente pubescente, internamente papilosa, tubo da mesma altura que as sépalas, lobos 6,5-7×2-2,5mm, triangulares, reflexos; segmentos da corona 3,5-4,5×2-2,3mm, mais curtos que as anteras, obovados, subespatulados, arredondados e ondulados no ápice, providos internamente de 1 prolongamento dentiforme.
Ginostégio séssil; parte locular da antera 0,7-1,3mm, retangular, asassuperando o dorso, apêndice membranáceo oval-lanceolado, cordiforme; retináculo 0,84-1×0,4-0,5mm, clavado, espessado, em vista lateral giboso, caudículas 0,12-0,14mm, horizontais, dente lateral curvo, livre, polínias 0,68-0,92×0,2-0,26mm, oblongo-cilíndricas; apêndice estilar 2,5-3mm, atro-vináceo, cilíndrico, bífido no ápice.
Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e também no Paraguai. D6, E7: campo, em brejos e locais perturbados.
Oxypetalum pachygynum estava aparentemente extinta no Estado. Com a intensificação nas coletas foi recentemente encontrada.
Ilustrações em Fontella et al. (1995) e Farinaccio & Mello-Silva (2004).
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.