Subarbusto volúvel; ramos unilateralmente ou bilateralmente pubescentes.
Pecíolo 0,2-1cm, puberulento; lâminas 1,8-5,lx0,6-2,lcm, lanceoladas, elípticas, ovallanceoladas, ápice acuminado, base obtusa ou aguda.
Inflorescências 7-14-floras. Pedicelos 10-19mm, pubescentes; sépalas 0,8-1×0,7-0,9mm, ovais, glabras; corola urceolada, alvescente ou esverdeada; tubo 1,6-1,8mm, glabro, lobos 1,7-1,9×0,2-0,3mm, linear-lanceolados, glabros; corona 1,4-1,5mm, segmentos tridenteados, unidos entre si, na porção mediana inferior, formando tubo 0,8-1mm, lobo mediano 0,6-0,8mm, lanceolado, ultrapassando as anteras.
Ginostégio séssil, totalmente oculto pelos segmentos da corona; parte locular das anteras subtriangular, dorso escutiforme, asas mais longas que o dorso, projetadas na base; retináculo 0,16-0,18×0,04-0,05mm, linear-lanceolado, caudículas 0,5-0,62mm, polínias 0,14-0,15×0,02-0,03mm, ovais ou subovais; apêndice estilar mamilado, incluso.
Folículos 2,3,9-4,7×0,3-0,4cm, fusiformes-delgados, glabrescentes; sementes 7-8×1,5mm, obovais, côncavas, lisas, margens discolores.
Ocorre nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e também na Argentina, sendo encontrada em floresta pluvial secundária ou em sua orla, em altitudes de 450-1.000m. D5, D6,
E6, E7, E8, F5: mata secundária. Coletada com flores de março a outubro e com frutos em abril, setembro e novembro.
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.